Sabia que o mar brilha a noite?
Noite dessas, estava na praia com amigos. Parênteses: amo ir à praia a noite, observar as estrelas e sentir a brisa fria vinda do oceano. É outra vibe. Fecha parênteses. Estávamos em uma praia do litoral norte, com poucas luzes artificiais, onde é possível avistar um monte de estrelas cadentes – ou meteoro, se não quiser fazer pedidos.
A gente sofre com a poluição luminosa – luz excessiva e desnecessária – nas nossas praias. Até as tartarugas marinhas apresentam problemas na desova. Por causa da violência, falta de costume, entre outros, apontam-se um monte de refletores para as praias mais visitadas no Brasil. Triste. O que impede as pessoas de se encantarem com um fenômeno fantástico da natureza: a bioluminescência. Quando um ser vivo, como o vaga-lume, produz luz.
Eu parecia uma doida. Da beira da água, falava alto: “Venham ver o mar brilhar”. Acho que as pessoas não acreditavam em mim. Eu completava: “É cientificamente verdade”. Até que o primeiro foi conferir… e os outros, relutantes, acompanharam.
Foi uma catarse. Todos ficaram encantados com aquele brilho verde que parecia fluorescente. Quanto mais as pessoas se mexiam na água, mais ela brilhava. É fantástico. Lindo. Incrível. Até que surgiu a dúvida: “Por que o mar está brilhando?”
Algumas espécies de plânctons – “bichinhos” minúsculos – se autoiluminam ao serem incomodadas. Pelo que pesquisei por aí, ainda é incerto o porquê de “acenderem”. Uma das ideias é de que os plânctons “brilham” quando um peixe pequeno se alimenta deles. O que atrairia peixes maiores que comeriam os pequenos – leia aqui e outra história bacana aqui, do vizinho Rainha Vermelha.
Se tiver a oportunidade, mergulhe “de cabeça” com os plânctons – cuidado com o mergulho, trata-se de um modo de falar.





Discussão - 9 comentários
[...] aos rasantes dos morcegos. Não. Não é um tipo de mandinga, feitiçaria ou promessa. Depois que vi os plânctons, a praia nunca mais foi a mesma. Além de voltar os olhos para o céu na nostalgia de observar as [...]
Olá Isis
Achei seu blog tentando descobrir o nome da “maré que brilha”. Já faz muito tempo que vive um momento único,em Muriqui dos anos 50, mas ainda me emociona a lembrança… nem consigo cotinuar a escrever…até um dia!adorya
Oi Ísis,
Desde menino achei lindo o brilho do mar. E é pura bioquímica, sabia? É uma reação bioluminescente: luciferina (substrato) + luciferase (enzima) na presença de oxigênio -> LUZ.
O interessanteé que quando Martius e Spix vieram ao Brasil, descreveram este fenômeno como sendo “o atrito da madeira do barco sobre as ondas”; Achei esta descrição poética demais.
se têm iluminação noturna pq somos descendentes de animais diurnos, e temos tecnologia pra tornar a noite em “dia”.
a poluição luminosa é a forma de poluição mais fácil de se evitar e a forma mais negligenciada…
Também pirei com os plânctons! Sen-sa-cio-nais!
Os planctons sao vagalumes do mar?
Ísis, foi a viagem para a praia mais legal que já fiz, com os melhores companheiros do mundo: os plânctons! Brincadeira, foram os amigos mesmo. Mas aprender mais sobre aquelas coisinhas que brilhavam foi bem legal! Quero de novo!!!
(em praias despoluídas) Em noite de Lua nova é surprendente a intensidade da Noctiluca.
Uma vez em Cajaíba, praticamente pirei com elas batendo no casco do barco. Sensacional!
Foi uma das coisa mais bonitas que já vi.
Olá Isis,
Parabéns pelo bom trabalho aqui no blog. Eu fiz uma lista de blogs relacionados a educação, procurei listar os mais relevantes. Com certeza o Xis Xis está nesta lista.
Até mais,