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Nem sempre onde há fumaça, há fogo

Minha amiga jornalista Weruska Goeking, que também responde pelo perfil do Twitter @Weruska, recentemente esteve em San Pedro de Atacama, no Chile. Suas fotos eram de tirar o fôlego – e sua agitação idem. Assim, a convidei para compartilhar conosco seus conhecimentos ambientais e científicos adquiridos na viagem. Sorte a nossa que ela topou! Segue uma série de posts sobre um dos lugares mais incríveis que pretendo visitar.

Quando deixei o Brasil para a cobertura de um evento no Chile já imaginava que encontraria belas paisagens e faria alguns passeios no intervalo dos compromissos corporativos, mas jamais poderia prever que conheceria lugares tão bonitos. Foram apenas três dias, mas fiz tanta propaganda da beleza do lugar que a Isis, amiga e responsável pelo Xis-xis, me convidou para contar um pouquinho do que vi para seus leitores.

Cordilheira dos Andes

O caminho até  San Pedro de Atacama é longo. Decolei às 9h10 em São Paulo e cheguei em Santiago por volta das 13h. Pouco antes de pousar já era possível ver a Cordilheira dos Andes pela janela do avião.

A vista era tão bonita que até um chileno que viajava ao meu lado ficou maravilhado. Segundo ele, não era sempre que as montanhas se apresentavam cobertas com tanta neve. O motivo eu descobri mais tarde, com um guia turístico: havia chovido mais do que o usual neste ano. Incríveis quatro dias em fevereiro.

Ao longe dava para ver o Aconcágua, ponto mais alto da América do Sul com 6.962 metros acima do mar. Pena não ter conseguido um clique deste momento.

O aeroporto de Santiago serve apenas para uma conexão. De lá segui em um voo de aproximadamente duas horas para a cidade de Calama. Depois do pouso, em que se tem a clara impressão de ter pousado no meio do deserto até descer do avião e ver a estreita pista, segui em uma van até a cidade de San Pedro de Atacama, que no idioma cunza significa “cabeceira do país”. Foram mais duas horas de viagem pelo deserto até chegar ao hotel.

Na estrada encontrei algumas vans com outros turistas, além de cruzes e pequenas casinhas com flores e santos ao longo da via. Elas marcam os locais de mortes e desaparecimentos de pessoas.

Entre os diversos vulcões vistos no caminho, um deles soltava essa “fumacinha” que se confundiria facilmente com uma nuvem, se o céu não estivesse absolutamente limpo.

Uma amiga que já  visitou o Chile contou que, em vulcões ativos, enquanto houver essa fumacinha, não há risco de ele entrar em erupção, já que essa seria sua “válvula de escape”. Ufa!

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2 ideias sobre “Nem sempre onde há fumaça, há fogo”

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