Rio Grande do Sul faz nova pesquisa com células-tronco
Há quase um ano escrevi um post, sobre tratamento com células-tronco na China, que é um dos mais discutidos até hoje. Então, leitor interessado em tratamentos com células-tronco, saiba que a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) do Rio Grande do Sul assinou um convênio com o Centro de Criogênia Brasil (CCB) de São Paulo.
De acordo com o CCB, a proposta é buscar nova fonte alternativa de células para a regeneração de tecidos com patologias associadas ao sistema nervoso central, como doenças neurodegenerativas, ou processos lesionais.
Nesse projeto, coordenado pelo médico e pesquisador Jaderson Acosta, as células-tronco do cordão umbilical serão estimuladas a diferenciarem-se em neurônios. Posteriormente, a ideia é utilizá-las no tratamento de patologias do sistema nervoso.
Por enquanto, parte da colaboração se encontra em andamento em um projeto de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica e Ciências da Saúde, em Neurociências. Boa semana!
Farinha do mesmo neandertal
Vocês leram a pesquisa sobre o sequenciamento do genoma do homem de neandertal publicada na Science? Leia aqui, na íntegra, em inglês. Conclusão: todos temos um pouco de neandertal dentro de nós. Quer dizer, quase todos. Os cientistas descobriram que cerca de 2% dos nossos genes provêm do homem de neandertal – que apareceu há cerca de 400 mil anos e se extinguiu há 30 mil.
Quando os primeiros e corajosos vovôs Homo sapiens saíram da África, entre 50 mil e 80 mil anos atrás, ops, se encontraram com neandertais no Oriente Médio, na Europa e na Ásia. Aí, papo vai, papo vem… Algo deve ter acontecido. Isso explica porque os africanos não têm os genes dos – a-há – homens das cavernas neandertais.
No gene das três neandertais sequenciadas – que datam de 38 mil a 44 mil anos provenientes da Croácia – não foram encontrados resquícios de Homo sapiens. Parênteses: até as moças neandertais são importantes para a ciência. O que seria do mundo sem o sexo feminino?
Vamos aos números:
O DNA de um chimpanzé é 98,8% idêntico ao nosso;
O DNA de um neandertal é 99,7% idêntico ao nosso.
Medo? Um pouco. Mas isso é evolução, minha gente. Só sei que eu sempre dizia que os humanos e os neandertais trocaram genéticas. Poucos botavam fé em mim. Afinal, quem sou eu, né? Agora, me sinto de DNA lavado.
Parabéns ao telescópio brasileiro!
O Observatório do Pico dos Dias (OPD), localizado em Minas Gerais, completou 30 aninhos! Ele possui três telescópios sendo, um deles, o maior em solo brasileiro com espelho de 1,6 m – esses “bichos” são medidos pelo tamanho da lente. Ok, é pequeno se comparado aos Keck, no Havaí, com 10 m cada um dos dois. Mas eles são 15 anos mais novos…
O importante é frisar que nem só de macaco vive o Brasil. Na nossa selva, temos um telescópio bacanérrimo que, graças a ele, um astrônomo conterrâneo meu fez uma descoberta que deixou o mundo de queixo caído.
O paranaense Augusto Damineli, da Universidade de São Paulo (USP), desde 1989 observava a Eta Carinae – a maior e mais luminosa estrela da nossa galáxia, a Via Láctea. Assim, graças ao pesquisador e ao OPD, descobriu se que, na realidade, a Eta Carinae era duas estrelas. Leia mais sobre a pesquisa aqui.
Não é divertido? O OPD faz parte do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) que, por sua vez, é uma das unidades de pesquisa integrantes da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Para saber mais, clique aqui. Au revoir!
Vote Xis-Xis como melhor blog de sustentabilidade

Foi dada a largada! Rola uma votação na irternê para o melhor, entre outros, blog de sustentabilidade. O Xis-Xis foi indicado! Em seguida cadastrei e ele está concorrendo. Quer fazer uma pessoa feliz? Sua boa ação do dia? Clique aqui e vote no Xis-Xis.
Haverá o vencedor eleito pelo público e pelo júri. O concurso se chama Top Blog Prêmio e foi criado, em 2008, pela empresa MIX Mídia Digital. Simples, assim. Obrigada desde já. Que seja recompensado na mesma moeda!
Ainda verei o homem – melhor, uma mulher – pisar em Marte?
Escrevi uma matéria sobre a possibilidade dos humanos irem até Marte, há um ano e meio. Na época, os entrevistados estavam otimistas. A Agência Espacial Européia (ESA) e o Instituto Russo de Problemas Biomédicos (IBMP) divulgavam inscrições de voluntários para participar de uma simulação de vida em Marte. A Nasa, por sua vez, dizia que mandaria mais “robôs” para o Planeta Vermelho, para continuar investigando o local.
Hoje, com o cancelamento feito pelo presidente dos EUA, Barack Obama, da missão elaborada pelo seu antecessor Bush – leia aqui um resuminho da história -, tenho lá minhas dúvidas. Será que estarei viva quando o homem – melhor se for uma mulher – pisar em Marte? Aliás, será que viajaremos até lá?
Tem gente que deve achar que ir até Marte é jogar dinheiro fora. Não. Chegar ao solo marciano trará muitas descobertas científicas, novas possibilidades de horizontes e novidades tecnológicas – para viver tanto tempo no espaço em terras vermelhas, teremos que elaborar muita tecnologia nova. Aliás, veja o que já foi inventado aqui. Só para constar: a sonda Phoenix demorou dez meses para chegar até o planeta vizinho.
Os otimistas dizem que, sim, eu verei a proeza. Hoje em dia, vou colocar minhas esperanças na ESA, Agência Espacial Federal Russa e na Agência Espacial Chinesa (CNSA), que mandou um chinês para o espaço em 2003. Apesar que, pensando bem, a Nasa não gostará de ficar para trás. Numa viagem tão longa, será necessário, mesmo, o esforço de todos juntos.
Enquanto a discussão – e minha dúvida – permanece, deixo meu apelo: se quiser enviar alguém para fora da Terra, lembre-se de mim! Adoraria passar uma semaninha de férias na Estação Espacial Internacional (ISS). Ao menos, tiraria fotos e postaria no Twitter em português. Não em japonês, como o astronauta Soichi Noguchi escreve – “leia” aqui!
O que acontece quando a mãe fuma na amamentação?
Durante o aleitamento materno, a mãe que fuma fica com o leite contaminado pela nicotina, que é absorvida pelo bebê, prejudicando o sono e aumentando a incidência de cólicas, náuseas, vômitos e agitação. A informação é da pediatra Sônia de Lourdes Liston Colina, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. “A nicotina tragada pela mãe atinge rapidamente o sistema nervoso central determinando alterações na circulação fetal, dificultando as troca gasosas e a passagem de nutriente para o feto”, explica a especialista.
A alteração do sono do bebê está ligada à quantidade de cigarros consumidos pela mãe. Pelo menos cinco cigarros por dia já são capazes de diminuir a quantidade e qualidade do sono da criança. “A criança que dorme pouco, em geral, torna-se mais desatenta e na fase escolar pode vir a ter prejuízos no aprendizado. A nicotina também interfere na produção do leite e no ganho de peso dos bebês”, alerta a médica.
A orientação é para que aconteça a interrupção total do fumo durante a gestação e amamentação. Mesmo assim, o aleitamento materno deve ser mantido mesmo em casos de mães fumantes que não conseguem parar, pois a amamentação previne infecções em geral e inclusive problemas respiratórios.
Cientistas descobrem um sexto paladar: a gordura!
Os pesquisadores Russell Deakin Keast e Jessica Stewart, da Deakin University (Austrália), em parceria com colegas australianos e neozelandeses descobriram que os humanos podem detectar um sexto sabor: o da gordura. Eles também perceberam que as pessoas com alta sensibilidade ao gosto da gordura tendem a comer menos alimentos gordurosos. Logo… elas têm menor probabilidade de serem obesas. Os resultados da pesquisa foram publicados na edição do dia três do British Journal of Nutrition.
Deve ser por isso que minha mãe é magra… E confesso que não gosto de comidas pegajosas de tanta gordura! O cientista Keast conta: “Nós sabemos que a língua humana pode detectar cinco sabores – salgado, doce, azedo, amargo e umami (gosto “saboroso” identificado em alimentos ricos em proteínas)”. “Com nosso estudo, podemos concluir que os seres humanos sentem um sexto sabor, a gordura”, afirmou.
Como faz?
A equipe fez uma triagem. A ideia era testar a capacidade das pessoas em saborear vários ácidos graxos comumente encontrados nos alimentos – em geral, em gorduras e óleos. Assim, os cientistas checaram que cada pessoa sente mais ou menos o gosto da gordura. Também perceberam que quem é mais sensível ao gosto consome menos alimentos gordurosos e são mais magrinhos.
Agora, eles querem entender o porquê dessa sensibilidade. Desse modo, esperam ajudar as pessoas a comerem menos gordura. Uma luz no fim do túnel: “Como as gorduras são comumente consumidas, com o tempo pode ser que nosso paladar se sensibilize. Fazendo com que algumas pessoas fiquem suscetíveis aos alimentos gordurosos”, explica. Para ler o artigo, em inglês, clique aqui.
Veja o debate sobre blogs de ciência da Campus Party
É o seguinte. Tive uns “pobreminhas” aí – como diz meu pai, quem tem um “pobrema” tem dois “pobremas” – que me afastaram do meu hobby e minha paixão preferidos: escrever no Xis-Xis! Mais forte do que nunca, “vortei” marcando meu território.
Bem, lembra daquele post em que disse que participaria de uma discussão sobre blogs de ciência na Campus Party? Entonces, o debate foi ótimo e bem humorado!
Sinto que demos um passo à frente. Saímos dos debates sobre, por exemplo, a qualidade de blogs de área que ocorreram no I Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa (EWCLiPo, em 2008). Para… Se quiser saber, sugiro que confira o vídeo abaixo! Ele é grande, mas se tiver um tempo para dar uma forcinha, fico agradecida:
Nosso Raio-X, blog que revela os bastidores do ScienceBlogs Brasil, também postou o vídeo. É isso aí minha gente. Vamos em frente.
Fotografia: Micro x Macro

Nunca mais esqueci uma série imagens – seria uma exposição? – da nossa natureza microscópica comparadas com o universo macroscópico lá do céu. As formas se repetiam. Como é possível? Não dava para distinguir o que era micro do que era macro.
Pena que não lembro onde vi essas fotos. Mas tenho lindíssimas sugestões para comparar os “dois mundos”. Tem um tempinho para viajar nas psicodélicas fotos microscópicas e macroscópicas que não são captadas a olho nu?
Neste link da Universidade do Estado da Flórida, Estados Unidos, podemos ver – de pertinho – fotos do DNA, de moléculas, de materiais. É genial. Veja aqui, por exemplo, imagens em zoom de cervejas! Neste outro link, você pode até comprar um calendário de 2010 da empresa Nikon que celebra os 35 anos de excelência na fotografia feita pelo microscópio.
E fotos do macro? O telescópio Hubble vai se aposentar – está velhinho para a tecnologia -, mas guarda esta galeria fantástica. Devo a ele horas pasmando em torno das estrelas. A Nasa também possui inúmeras galerias. Há uma que é atualizada a todo momento com as imagens mais interessantes do universo no dia. Clique aqui, para conferir.
Suspiro. Como diz o ditado, é verdade. Muitas vezes, uma imagem vale mais que mil palavras.
Pegadinha da Isis: O que é micro e o que é macro nas fotos do post? Confira, aqui e ali, as respostas.
Bola de cristal: veja o futuro da ciência até 2030
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (CGEE/MCT) produziu uma linha do tempo com previsões de avanços na ciência, tecnologia e inovação até 2030. A linha não é das mais atraentes visualmente, mas deveras interessante porque os dados são acompanhados das fontes!
A base de dados prevê, por exemplo, que as baterias de celular durarão dois meses entre uma recarga e outra em 2012. Em 2027, o número de mulheres nas universidades deve superar o dos homens – he he.
Segundo o site, no ano de 2020, o Brasil perderá R$ 7,4 bilhões em safras de grãos por causa do aquecimento global. Ainda assim, em 2030, a demanda por petróleo no mundo continuará alta, em particular no setor de aviação.
O horizonte temporal da sucessão de eventos previstos é de 2009 a 2030. A abrangência espacial é definida pelas dimensões nacionais e internacionais de observação. Xerete aqui.













