Ativistas ambientais no Repórter Eco, da TV Cultura
O blogueiro Tulio Malaspina, do Atitude Eco, o irmão dele Lucas e eu demos uma entrevista para o programa Repórter Eco, da TV Cultura, sobre ativismo na internet e nas redes sociais. A matéria foi ao ar domingo, mas pode ser vista no link acima a partir do 3:50. Divirta-se com nossa conversa gravada via Skype! Aliás, dica: todas as reportagens do Repórter Eco ficam disponíveis no site deles. ;)
Documentário analisa o mundo capitalista em que vivemos
Está com vontade de ver um filme grátis sem sair de casa e, ainda de quebra, ganhar argumentos para uma visão mais crítica sobre o mundo capitalista em que vivemos? Indico o “The Corporation”, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival Sundance de Cinema.
Resumidamente, o documentário conta como as grandes empresas multinacionais que conhecemos hoje se formaram, qual a força política delas e mostra para onde devemos caminhar. Afinal, essa “cultura” de extrair as matérias-primas da natureza, utilizá-las e, em seguida, descartá-las poderá acelerar o fim do homo sapiens.
Abra a sua mente, prepare a pipoca e ajuste as nádegas no sofá porque o documentário tem quase 2h30 (com legenda em português):
Obs.: Enquanto eu via esse documentário, feito basicamente nos Estados Unidos, eu me perguntava, “será que no Brasil conseguiríamos produzir um documentário desses sem sofrermos represálias”? Pense nisso.
Entrevista: astrofísica fala sobre meteoritos
Fiquei impressionada com o meteorito que caiu na região dos montes Urais, na Rússia, na sexta-feira (15). Filha de geólogo, cresci aprendendo sobre os diversos tipos de rochas, inclusive sobre essas que “caem do céu”. E, justamente por caírem do céu, sempre chamaram mais a minha atenção. É quando o mundo joga na nossa frente o fato de que há um universo (infinito?) em nossa volta e que somos menor que um grão de areia dentro desse gigante, relativamente, pouco conhecido. Por isso, exceto pelos feridos, fiquei em êxtase. Voltei ao meu tempo de criança em que viajava observando ora as rochas, ora o céu.
Para saber mais sobre esse meteorito e compartilhar com você essas incríveis informações, pedi para a Tânia Dominici, astrofísica e pesquisadora do Laboratório Nacional de Astrofísica (MCTI/LNA), responder algumas dúvidas. Atenciosa, Tânia topou na hora dedicando um pouquinho do seu precioso tempo para nos ajudar a entender o que aconteceu na sexta-feira. Leia a entrevista abaixo e levante seus olhos ao céu!
Primeiro de tudo: o que é um meteorito?
Os meteoritos são o material que sobrevive à entrada de um meteoro na atmosfera terrestre e chega até o solo. O meteoro, por sua vez, pode ser originado por pedaços de asteroides ou restos de cometas. São os eventos que, às vezes, observamos durante a noite e popularmente chamamos de “estrelas cadentes”.
Ou seja, o que se registrou na Rússia foi a queima de um meteoro na atmosfera durante o dia, sendo os meteoritos os restos que chegaram ao solo e estão sendo procurados e recolhidos desde então.
Recolher e estudar os meteoritos em laboratório é muito importante, porque eles são resquícios dos primórdios da formação do Sistema Solar. Assim, nos ajudam a entender como os planetas foram formados.
É comum meteoritos caírem na Terra?
Sim, ocorrem todos os dias (tanto meteoros quanto meteoritos). O que acontece é que a maior parte da superfície terrestre é coberta por oceanos ou áreas desabitadas. Assim, eventos como o da Rússia, que ocorreu em uma área urbana, raramente são registrados.
Os meteoros podem ser originados por pedaços de material extraterrestre tão pequenos quanto um grão de areia e, de fato, o evento russo parece ter sido causado pelo maior meteoro desde o Tunguska em 1908 que, estima-se, tinha cerca de 100 metros (contra 15 metros estimados do meteoro que queimou sobre os Montes Urais). Por este ponto de vista, o evento da última semana foi extremamente raro.
Existe algum lugar atingido por meteoritos com mais frequência, por quê?
Não. Eles podem cair em qualquer local. A probabilidade de um evento como o do dia 15 de fevereiro ocorrer na Rússia é a mesma de que seja em São Paulo ou Itajubá…
O que acontece quando um meteorito atinge a atmosfera e o solo terrestres? Ele sempre explode ao entrar em contato com ambos?
Na verdade, ele não explode. O material se queima pelo atrito com a atmosfera e contato com o oxigênio. O que vimos na Rússia, com os vidros estourando, portas e telhados sendo arrancados foram ocorrências causadas pela onda de choque provocada pelo deslocamento do ar durante a queima do meteoro na atmosfera, uma vez que ele entrou com velocidade superior a 50 mil km/h. Ou seja, as pessoas não foram feridas por meteoritos, mas sim pelos estilhaços provocados pela onda de choque.
Em quanto tempo, desde que avistado na atmosfera, um meteorito pode atingir o solo? Dá para termos uma ideia?
É bastante difícil prever. Depende do tamanho do meteoro, da velocidade de entrada, da altitude da atmosfera onde ocorre a queima… De qualquer modo, ao avistar um meteoro como o da última sexta, o máximo que as pessoas poderiam fazer seria rapidamente tentar se afastar das janelas e portas de vidro que poderiam se estilhaçar.
Seria possível identificar quando um meteoro desse tamanho vai atingir a Terra?
Neste momento, vários telescópios mundo afora estão dedicados à descoberta e acompanhamento de asteroides e cometas. Observatórios profissionais e astrônomos amadores trabalham de forma coordenada para isso. Praticamente todos aqueles asteroides muito grandes (centenas de metros a quilômetros) já são catalogados e possuem suas órbitas muito bem calculadas. Ou seja, a possibilidade de qualquer ocorrência potencialmente fatal para o planeta seria conhecida com muita antecedência.
Já objetos menores como o que atingiu a Rússia são os mais difíceis de serem descobertos e monitorados. Segundo os estudos iniciais, ele tinha cerca de 15 metros de comprimento e 10 toneladas. As observações desses corpos são feitas, principalmente, por meio da análise das suas variações de posição e brilho utilizando telescópios ou, ainda, por meio de medidas de radar.
De maneira geral, como se descobre um asteroide?
Em uma sequência de imagens de uma mesma região do céu, os astrônomos procuram por objetos que estejam se movimentando em relação ao campo de estrelas (“no olho”, comparando as imagens ou por programas de computador especialmente desenvolvidos). Uma vez encontrado um objeto potencialmente interessante e calculadas as suas efemérides, os dados são cruzados com as bases de dados mantidas pela comunidade astronômica internacional. Assim, verifica-se se o objeto celeste já era conhecido ou não. No caso de já ser conhecido, é possível que a órbita já seja bem determinada ou que ele tenha sido perdido e esteja sendo redescoberto. Cada nova observação vai sendo utilizada para refinar o cálculo da órbita de cada asteroide ou, mais raramente, de cometas.
Existem sistemas de alerta que avisam os observadores quando algum objeto novo é descoberto, para que eles direcionem os seus telescópios e ajudem a monitorá-lo. Inclusive, já temos telescópios robóticos que recebem os alertas automáticos e se posicionam imediatamente, sem precisar de interferência humana.
A observação da variação do brilho ao longo do tempo oferece outras informações além da trajetória desses corpos celestes como a forma, dimensões e pistas sobre a composição química. Então, se o objeto é muito pequeno, a luz (do Sol) que ele irá refletir será mais tênue e, por isso, mais difícil de ser detectada pelos nossos telescópios. Outro ponto em relação ao meteoro que atingiu a Rússia foi o fato de que o evento ocorreu durante o dia, portanto inacessível aos telescópios ópticos. Apenas radares poderiam registrar a aproximação.
No Brasil, o Observatório Nacional (MCTI/ON) está desenvolvendo o projeto IMPACTON. É um telescópio de operação remota, com espelho primário de um metro de diâmetro instalado em Itacuruba (PE) e totalmente dedicado à observação de pequenos corpos do Sistema Solar. Além disso, vários grandes projetos internacionais que ajudarão a suprir as lacunas para a detecção de objetos muito tênues estão em desenvolvimento como, por exemplo, a missão europeia Gaia ou o telescópio LSST de oito metros de diâmetro a ser instalado no Norte do Chile e que será dedicado a monitorar todo o céu com profundidade e detalhamento sem precedentes.
Obs.: A Tânia Dominici tem um blog sobre poluição luminosa - clique aqui para conhecer -, um problema que nos impede de vermos as estrelas no céu (e atrapalha as pesquisas).
Como funciona um avião?
Este post é uma participação especial do meu irmão Gabriel Nóbile Diniz, que também é engenheiro químico e nerd – veja o canal dele no YouTube. Quer entender como pode um avião, mais pesado que o ar, voar? Leia!
E como um piloto consegue manter a aeronave em linha reta no ar?
Existem muitos artigos, fáceis de encontrar na internet, que contam como um avião consegue voar. Alguns têm desenhos bem bonitinhos, mas parecem simples. Quer dizer, fazer voar é fácil. E voar em linha reta? Como é que o avião, mesmo quando está envolto em nuvens, consegue manter a mesma altitude e direção sem desviar?
Hoje em dia existe GPS até para avião, mesmo assim, manter a altitude E a direção horizontal não parece ser fácil.
Eu não sou um engenheiro aeronáutico, mas sempre tive fascínio por avião. Eu acho que é uma das coisas que me fez escolher a faculdade de engenharia. Até hoje, se você abrir a porta do meu armário, verá várias figuras colecionáveis antigas de aviões e de turbinas. E a técnica para fazer objetos voarem é incrível…
Resolvi escrever como o objeto de meu fascínio funciona. E, também, mostrar os equipamentos para controlar o voo.
As asas de avião são versões simplificadas das asas das aves. Simplificada por que você nunca vai ver um avião de toneladas batendo asas antes de alçar voo. Nem se mexendo de acordo com a necessidade.
A asa funciona de uma forma bem simples. Veja um desenho do perfil (um corte no meio da asa):
Eu sei que a minha habilidade com Adobe Illustrator é limitada, mas o desenho explica o caminho que o ar faz enquanto passa pela asa. A parte de cima da asa força o ar a fazer um caminho mais longo e a parte de baixo faz o ar passar por um caminho mais curto.
Qual a diferença entre o ar que passa por um caminho mais longo e o que faz um caminho mais curto? A velocidade. O ar tem que passar ao mesmo tempo por cima e por baixo da asa.
Então, o ar de cima, como tem um caminho mais longo no mesmo período de tempo, é mais rápido.”No final, o ar que passa por cima realmente vai mais rápido, mas não necessariamente porque o caminho é maior, e sim porque o formato da asa obriga o escoamento a mudar de direção”, segundo Ricardo Maiko Entz, engenheiro aeronáutico formado pela Universidade de São Paulo (saiba mais aviões no site da NASA).E o que a velocidade do ar tem a ver com voo?
Simples. O ar passando por cima tem a mesma energia que o ar que passa por baixo. E existem DUAS energias importantes que os gases manifestam. A primeira energia importante é a velocidade. A segunda energia está embutida na pressão. A energia do ar passando por cima da asa e do ar passando por baixo é a mesma. Só que uma usa energia para dar uma velocidade maior, enquanto a outra utiliza para dar uma pressão maior. Então, por causa dessa diferença de pressão, gera-se uma força sobre o avião e o avião sobe.*
Uma representação das forças importantes com relação a aviões:
Veja bem… A ilustração feita no meu Adobe Illustrator parece de uma criança de 12 anos, mas dá para dizer que é um avião?
A força que puxa o avião para frente chama-se “tração”. É dada pela turbina ou pela hélice do avião. A força para trás chama-se “arrasto”. É causada pelo vento batendo na superfície do avião. Afinal, o ar é uma barreira invisível e bem fluída que tenta impedir o avanço do avião. A força para cima é chamada de “sustentação”, no balão a ar é a “empuxo”, causada pelo movimento do ar ao redor do avião ou balão. Para baixo, claro, temos o peso. Afinal, a gravidade é o que tenta impedir um voo de acontecer.
Até aqui, nada do que escrevi é algo muito inovador, mas adoraria apresentar uma coisa que faria meu primo fazer muitas perguntas do tipo “o que acontece se eu aperto isso aqui?”. Uma imagem de dentro da cabine de um Boeing 777.
Eu queria separar algumas dessas telinhas para explicar o que é. Claro, esses são instrumentos digitais, existem versões mais simples, principalmente em aviões leves. E eu não vou explicar todos.
Velocímetro:
Fonte: http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/449953/2/stock-photo-449953-b737-boeing-speedometer.jpg
Uma versão desse instrumento, em uma tela de LCD, está ali na cabine do Boeing. A foto que estão vendo é de outro avião também modelo Boeing. Ele diz a que velocidade o avião está analisando o ar.
O velocímetro de um carro é conectado às rodas. Então, ele mede a velocidade de acordo com a quantidade de voltas o carro dá em determinado período de tempo. No caso do avião é diferente. Ele funciona por meio de dois tubos: um embaixo da asa, apontado para a mesma direção do nariz do avião, e outro embaixo do avião ou debaixo da asa. Por meio da diferença da energia do ar, é possível descobrir a velocidade que o avião está. É um aparelho bem sensível, antigamente, ele poderia congelar ou entupir. Hoje em dia, há sistemas para impedir que isso aconteça.
Indicador de Altitude:
Também chamado de “horizonte artificial”, esse é um dos meus instrumentos preferidos, pois funciona por meio de vácuo e de um giroscópio. O giroscópio está girando livremente dentro de uma caixa com vácuo no avião. Toda vez que ele gira – para cima, para baixo, para o lado, faz uma volta – há uma indicação nesse instrumento. Assim, é possível, mesmo com nuvem, saber se o avião está alinhado, se está girando ou se está inclinado.
Para terminar, o último instrumento que eu queria mostrar é o que diz respeito à altitude.
Esse instrumento é uma representação do altímetro. Lembre-se que o velocímetro trabalha com dois tubos. O altímetro com apenas um deles medindo altitude, por meio da pressão do ar. Ele é capaz de dizer que altitude o avião está de acordo com uma referência.
Então temos três instrumentos: um para dizer a velocidade, outro para apontar a altitude e outro para mostrar se estamos virando ou continuando reto.
Não é o suficiente para tudo, mas já dá para tirar o pé do solo e voar em uma linha reta.
*Essas informações foram obtidas em um curso e são aceitas por alguns órgãos.
Pedalando e blogando
Fachada verde fornece conforto térmico e sonoro
Veja só o que encontrei em uma volta descompromissada pela cidade de Santiago, no Chile, em dezembro: um hotel revestido por uma fachada viva! Eu estava tão exausta, cheia de bolhas nos pés e dores nas pernas devido às intensas caminhadas pelo país hermano, que resolvi pagar aquele ônibus vermelho turístico de dois andares – sim, fiz um passeio tiozão que prometi não contar para ninguém. Ele tem um esquema conveniente para quem está se arrastando de cansaço. O ônibus percorre os principais pontos e bairros turísticos da capital. Você pode descer ou subir em vários desses locais durante um dia todo pagando o passeio diário.
Sobre a fachada do hotel, são 2.200 m2 de jardins verticais instalados nas faces oeste e sul distribuídos por 16 andares. Foram usadas três espécies de plantas para forrar a fachada: Ophiopogon, Ajuga e Ceratostigma com musgo. Como em cada época do ano essas plantas se apresentam de uma maneira – mais verdes no verão, algumas floridas na primavera e mais sequinhas no outono e inverno – a fachada quadriculada muda de cor de acordo com a estação. Efeito poético – suspiro. Mas a escolha pelo revestimento verde não foi feita apenas por sua beleza.
A parede verde reduz entre 40% e 60% os gastos de energia com ar-condicionado. As plantas (em geral) proporcionam melhor conforto térmico para o ambiente interno revestido por elas, devido ao sombreamento que fazem e à evapotranspiração (transpiração das plantas e do solo). Elas também ajudam a impedir que o barulho nas ruas entrem dentro do prédio e diminuem a poluição sonora da cidade. Se um hotel com toda sua complexidade apostou na fachada verde, o que te impede de ter ao menos um singelo jardim em casa ou no apartamento?
Google Street View debaixo do mar
As imagens são tão incríveis que preciso compartilhar. O Google e a Universidade de Queensland, na Austrália, com o patrocínio do grupo multinacional de seguros Catlin, estão mapeando fotograficamente a Grande Barreira de Corais australiana, a maior do mundo com 2,3 mil km de comprimento. O objetivo do projeto, chamado Catlin Seaview Survey, é verificar os impactos do aquecimento global nesse ambiente marinho.
Se você tem medo de mergulhar ou curiosidade sobre como é a vida marinha, eis a chance. Não é a mesma sensação que pular no mar carregando um cilindro nas costas, mas dá para saciar a vontade. Além da página do projeto, os organizadores criaram um canal no Youtube – que tem, por enquanto, apenas um vídeo. Para saber mais informações sobre o projeto clique nos links: Catlin Seaview Survey, Universidade de Queensland, press release da Catlin Group, matéria na NewScientist e post no Guizmodo.
Problemas com chuvas de verão persistem
Vi em uma matéria na televisão o quanto governo federal investiu na prevenção contra os problemas causados pelo excesso de chuvas, em 2011, comparado ao quanto gasta para socorrer os problemas decorrentes dos aguaceiros. Procurei esses valores para postar aqui, pena que não encontrei. Se minha memória não falha, remediar recebia de investimento cerca de dez vezes mais bilhões do que prevenir. Como diz o fino ditado, “quando a água bate na bunda o sujeito aprende a nadar”. Esse valor é necessário? Deve ser. E se precaver? Não tem preço.
“Neste trimestre, as chuvas são freqüentes em praticamente todo o País, com exceção do nordeste de Roraima e do leste do Nordeste”, anuncia a página do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Lá também é possível ver como a média de chuva varia muito durante o ano, apresentando épocas de estiagem. Essas épocas de pouca água poderiam ser usadas para prevenir os futuros problemas com a chuva – de volta todo o verão. Ao diminuírem as chuvas – o que não exige situações desse tipo de emergência -, poderiam ser retiradas pessoas de possíveis locais de perigo, impedidas construções nesses ambientes, investimentos em moradias, arborização das cidades (o que ajuda a conter as enchentes), serem alargadas as áreas de várzeas dos rios de planícies (como o rio Tietê, veja vídeo), restaurados os edifícios com risco de desabamento, serem aumentadas as galerias subterrâneas, inaugurados parques-piscinões, realizados programas de educação ambiental, etc.
Um problema é que muitos culpam a “força da natureza” por esses desastres previstos – como as inundações que este ano, de modo geral, afetam com mais gravidade Minas Gerais. E, passado este tempo de chove chuva, chove sem parar, procurar soluções como as citadas e não ignorar como se nunca mais fosse cair água do céu. Ou como se as pessoas esquecessem essas situações passadas. Não. A “culpa” dos problemas devidos às chuvas de verão não é do meio ambiente, mas da nossa relação com ele. Dificilmente iremos controlar a natureza por completo, mas podemos evitar alguns desastres como os decorrentes das águas de março, fevereiro, janeiro, dezembro.
Bom, esse post é um desabafo para todos refletirmos sobre as relações que queremos estabelecer com o meio ambiente. É de uso e abuso? Ou de respeito e precaução? Temos condições de evitar alguns desastres. Até a Nasa divulgou um mapa (acima) sobre as precipitações do início do mês no Sudeste brasileiro. As cores roxas e vermelhas, sobre cerca do norte do Rio de Janeiro, indicam mais chuva. Quanto mais azul-claro, menos. Vamos usar nossa sabedoria e tecnologia a nosso favor?
Brinquedos científicos, tecnológicos e sobre a conservação do meio ambiente
Em poucas palavras: detesto esta época em São Paulo. O que deveria ser um mês de paz, acompanhado pelo tal “espírito natalino”, na realidade, é uma réplica de um dos círculos do inferno de Dante Alighieri. Pessoas brigam na rua, no carro, na chuva, na fazenda. O trânsito é um caos, multiplica-se o tempo necessário para se deslocar na cidade.
























