Conheça a Ciclovia Rio Pinheiros

Veja no vídeo como é a ciclovia que acompanha o poluído rio Pinheiros, dentro da cidade de São Paulo. Será que agora, com a ciclovia, o abandonado e ignorado rio voltará a fazer parte da metrópole?

Troque o carro pela bicicleta em Campos do Jordão

Até a semana que vem vou publicar por aqui alguns vídeos sobre meio ambiente que fiz durante viagens. Acima, segue um sobre a modesta ciclovia da cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Apesar da cidade estar incrustada em plena Serra da Mantiqueira, a ciclovia é plana. E, mesmo com os altos e baixos, recomendo passeios de bike pelo município. É completamente agradável se perder pelas ladeiras entre as araucárias. Além disso, usando a bicicleta como meio de transporte e lazer você evita o trânsito e diminui a emissão de carbono.

Saiba mais sobre a região da Serra da Mantiqueira aqui.

Pedalando e blogando

Querido leitor,

A palestra sobre blogs científicos que ministrei semana passada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) para, principalmente, os alunos da biologia foi ótima – falei sobre ela lá no Twitter – graças à interessada plateia. A discussão virou um bate-papo informal. Bárbaro.

 

Agora, venho por meio desta informar que inscrevi uma mesa-redona a ser realizada no youPIX (maior festival sobre cultura de internet do Brasil) sobre como os movimentos que ganham força na internet – no caso específico, os relacionados a favor dos ciclistas – saem para o “mundo real” e podem gerar transformações no espaço urbano. A ideia é colocar, mais uma vez, as discussões sobre bicicleta na roda (pegou a piada infame?).

 

O debate está entre os finalistas. Se você tem interesse em ver a mesa-redonda, por favor, entre na página do youPIX aqui e vote no PEDALANDO E BLOGANDO. Esta que vos escreve agradece desde já.

 

Um beijo e boa sexta-feira,

 

A diretoria.

Como fazer uma ciclovia simples

No último sábado (14), fomos de carro até o centro de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, para comprar ração. Uma amorosa gata de rua apareceu pedindo comida e, depois, levou seus cinco filhotinhos para também se alimentarem. Lá vamos nós socorrer os bichanos da fome. No caminho ao pet shop, uma ciclovia chamou a nossa atenção. Na área central da cidade, o espaço da via mais próximo à calçada, antes destinado ao estacionamento de carros, se transformou em uma ciclovia. Um detalhe interessante: ela foi instalada de maneira simples.

 

Não sou urbanista para avaliar o impacto dessa “obra” e se foi realizada de acordo com as diretrizes da companhia de tráfego e afins. Realmente, o que se destacou foi a possibilidade de construir uma ciclovia com simplicidade e rapidez. Para tal, primeiro, foram pintadas e sinalizadas duas mãos para bicicletas no asfalto. Tachões – aquelas tartarugas ou olhos de gato -, aplicados para separar o trânsito de magrelas dos veículos automotores. E… pronto! Está feita a ciclovia. Uma obra com baixo investimento que será revertido em menos acidentes e maior qualidade de vida aos usuários.

Reflita sobre o seu direito de ir e vir. Ele pode ser mais simples e feliz do que imagina. Boa jornada! 

Existe bicicletário em shopping?

Passei minhas últimas horas em Santiago, no Chile, dentro de um shopping. Não gosto de lugares fechados repletos de luz artificial durante o dia, de experimentar roupas e nem de comprar compulsivamente. Porém, resolvi conferir se os produtos vendidos no Brasil são, realmente, mais baratos no Chile como muita gente me contou antes de eu embarcar. É verdade: no vizinho há menos imposto sobre produtos importados. Apesar dessa oferta, o que realmente me marcou foi o “pequeno” bicicletário do tal shopping.

Veja na foto acima o tamanho da bicicleta – calculo que tenha cerca de 3 metros – informando que ali há estacionamento para as magrelas. Uau. Não consegui contar quantas estavam ali estacionadas, mas havia lugar para 50. O bicicletário é coberto, tem segurança e está localizado logo na entrada do shopping. Trazendo essa memória para o cotidiano paulistano, não lembro de ter visto sequer um bicicletário semelhante em um dos cerca de 50 shoppings que existem em São Paulo. A nossa capital das compras.

 

Recentemente, sem querer encontrei um pequeno e escondido estacionamento para dez magrelas próximo à entrada de pedestres de um shopping da Zona Oeste da capital paulista. Sem informações difundidas pelo shopping indicando o local do bicicletário. Caro leitor, se você conhecer algum bicicletário de destaque em lojas no Brasil, por favor, escreva nos comentários. Se você é logista, deixo a dica. Tenha uma boa pedalável semana!

A bicicleta é a solução para o trânsito?

Não. E sim. Essa é uma discussão que a cada dia tem se tornado mais frequente nas conversas de bar, nas redes sociais e em meios de comunicação como jornais e programas de televisão. Quem morou ou passou um tempo em cidades interioranas com cerca de 100 mil habitantes, se não usou a bicicleta para se locomover, deve ter observado muita gente pedalando. O mesmo é válido para quem vive ou viveu na periferia da cidade de São Paulo. E engana-se quem pensa que a bicicleta é utilizada apenas agora como meio de locomoção.

Desde criança eu observava as pessoas pedalando ao trabalho, quando morava em um bairro da periferia de São Paulo. Os porteiros do meu condomínio, por exemplo, com frequência chegavam de bicicleta. Uma pesquisa feita pelo Metrô de São Paulo sobre o uso delas na região metropolitana da cidade (de 2007, ok, desatualizada), gentilmente cedida para este blog, mostra que seu principal uso nos dias úteis é como locomoção ao trabalho (dito por 71% dos entrevistados). Quem mais pedala nesse período são as pessoas dos distritos do: Grajaú (10 mil), Vila Maria (9 mil), Jardim Helena (8 mil), Jaçanã (7 mil), Vila Medeiros (6 mil) e Tremembé (5 mil). Parte desses ciclistas escolheram a bicicleta por considerarem outros métodos de condução caros (22%) e a maioria usa para percorrer pequenas distâncias pedalando por até 30 minutos.

 

Eu sempre quis empregar a bicicleta como meio de transporte, mas como cheguei a me locomover até cerca de 30 quilômetros para ir e voltar ao trabalho, era inviável seu uso. Além disso, no bairro onde morava as ruas eram de mão única, com ônibus passando no limite máximo de velocidade e algumas calçadas não tinham a largura mínima exigida de 1,20 m. Se não havia espaço nem para os pedestres, imagine para uma ciclista (lembrando que pelo Código de Trânsito Brasileiro as bicicletas devem usar a rua, pois são veículos).

 

Assim, em grandes distâncias, a bicicleta poderia ser usada como um meio de ligação entre a sua casa e o metrô. Entre o seu trabalho e o principal terminal de ônibus da região. Atravessar a cidade todo dia sobre duas rodas, vamos combinar, exige um incrível preparo físico. O que nem todos têm. Quem mora perto do trabalho, até cerca de 10 quilômetros de distância, é um sortudo que pode usá-la como opção. E até – por que não? – intercalar com o metrô, ônibus, moto, carona e carro.

Hoje em dia, com pessoas com maior poder aquisitivo e formadores de opinião usando a bicicleta como meio de transporte, as discussões sobre o espaço destinado às magrelas têm se tornado mais frequente. Acontecem debates que já deveriam ter ocorrido há muitos anos. Felizmente, essa força – independente da classe social, afinal a ideia é todos podermos compartilhar do desejo de ir e vir como nos convém sem, claro, prejudicar a liberdade do outro – já obteve avanços. Nem que seja como forma de lazer, como as ciclofaixas aos domingos e feriados, para apresentar a vida sobre duas rodas para aqueles que só tem a perspectiva de dentro do carro.

A ideia não é demonizar os carros e outros veículos motorizados. Nem impor o uso da bicicleta para todos. Mas pensar em alternativas de locomoção. Em integrar os meios de transporte. Se pode haver no metrô estacionamento para veículos motorizados, por que não podem existir bicicletários? Precisamos melhorar a nossa qualidade de vida para sermos mais felizes. Tomar as ruas, seja de bicicleta ou a pé, significa ter mais segurança e fazer parte da vida que passa pela janela.

Aqueles que nos insultam enquanto ciclistas – ou também pedestres – pensem em duas coisas. Graças aos ciclistas e pedestres, há menos carro na rua para transitar mais livremente. E menos fumaça prejudicial à saúde. Quem pensa que fechado dentro do carro ou de casa está protegido das emissões de gás carbônico está enganado. Algumas pesquisas afirmam que os poluentes se concentram nesses lugares.

 

A rua tem espaço para todos. Vamos tomar o espaço público como o próprio subjuntivo diz.

Obs.: Quase a metade das viagens (49%) é realizada por pessoas entre 23 e 39 anos e por homens (91%), via pesquisa feita pelo Metrô.

Estacionamento para bikes parece “as europas”

Noites e manhãs frias em pleno dezembro de verão, casas com arquitetura alemã, pinheiros plantados em passeios públicos, florestas circundado a cidade e estacionamento para bicicletas no centro comercial. A descrição não parece de uma cidade brasileira, não é mesmo? Deixando o gosto duvidoso da arquitetura e da introdução de espécies exóticas de lado, ter um lugar para parar as magrelas no principal centro comercial turístico de Campos do Jordão, no interior de São Paulo, é um mínimo apoio aos ciclistas (foto). Acho civilizado. E o povo usa. Quem vai trabalhar. Quem vai comer ou comprar. Quem é turista. É para todos. As quatro bicicletas da foto tiraram quatro carros das entupidas ruas do badalado “centrinho”. Melhor se exercitar do que ficar dentro do possante meia hora dirigindo a 5 km/h até encontrar uma vaga na rua ou no estacionamento – e dirigir por no máximo 6 quilômetros para chegar ao tal centro, distância da maioria dos hotéis. Todas as cidades brasileiras deveriam ter um lugar destinado às bicicletas nos centros comerciais. Isso, sim, é ser “phyno”.

Obs.: Conhece mais cidades tupiniquins com estacionamento para bikes? Conte aí!

A cidade de São Paulo está mais interiorana?

No interior do Paraná, lá em Telêmaco Borba, fazia “miséria” com uma bicicleta durante as minhas férias na adolescência. Em minutos, passava de casa em casa almoçando com um e tomando café da tarde com outro parente. Saía cedo e voltava no fim do dia. Adorava essa simplicidade. De volta a São Paulo, sentia falta da liberdade de ir e vir sobre duas rodas, mas nunca lamentei. Isso porque eu jamais imaginava, em uma cidade tão grande e onde carro é prioridade, que seria possível reproduzir os passeios interioranos. Até que ontem me senti transportada para aquele tempo – mesma época em que não precisava ser convidada com semanas de antecedência para ir à casa de um amigo ou passar o tempo com ele despretensiosamente sem ter que negociar antes o que iremos fazer.

No último domingo, chamei alguns amigos para andar de bicicleta – parece convite de criança… E, sem querer, reproduzimos a liberdade que sentia quando estava em Tebê – apelido carinhoso da cidade natal. Minha amiga @pollymir saiu do centro via Minhocão, me encontrou na Zona Oeste, de lá fomos para a ciclorota (ruas indicadas como rota para ciclistas pela Companhia de Engenharia de Tráfego) que nos levou até a ciclofaixa (parte de via fechada para ciclistas aos domingos) e seguindo seu trajeto chegamos à Zona Sul. Decidimos, sem compromisso e sem ter combinado anteriormente, passar na casa de um conhecido, descansar no Parque Ibirapuera e de lá resolvi seguir com meu respectivo para a casa de parentes. Para voltar para nosso apê, pegamos o metrô com a bicicleta, depois pedalamos por uma ciclovia e por ruas. Foram 12 maravilhosas horas passeando livremente sobre duas rodas pela cidade de pedra – e 25 quilômetros pedalados.
Era como se tivesse voltado para a adolescência, quando passava o dia nas ruas do bairro pedalando em busca de lugarezinhos desconhecidos para desbravar e jogando conversa fora com amigos e familiares. Ou quando passeava horas no interior do Paraná de bairro em bairro explorando cada canteiro central, rua recém asfaltada ou vielas de paralelepípedos. Tudo com a sensação do vento gelado batendo no rosto. E do sol bronzeando os ombros e as costas. Pedalar por cima do rio Pinheiros, por avenidas movimentadíssimas em horários comerciais e por bairros sossegados repletos de casas da Terra da Garoa não tem preço. Incrível. Como um sonho.
Apenas vale ressaltar que o mundo das bicicletas é poético, mas reproduz o “mundo real”. Na ciclofaixa abarrotada de ciclistas passeando ao meio dia do domingo ensolarado tem gente – com magrelas que custam o preço de um carro popular usado – cortando o “trânsito”. Colando na traseira alheia para este sair da frente. Brigando com quem ainda não tem segurança para pedalar. Existem outros atrapalhando quem quer ultrapassar. Desligados. Crianças com pais em um ritmo mais lento. Conclusão: não dá para treinar para competições durante a tarde na ciclofaixa. Quem tem essa intenção, melhor procurar uma rodovia. Agora, palmas para a organização da ciclofaixa. A sinalização é objetiva e há monitores tirando dúvidas e organizando o trânsito de bicicletas.

 

Outro importante detalhe sobre bicicleta versus São Paulo diz respeito a andar de Metrô com a bicicleta. A ideia é para lá de genial, mas a sua realização precisava ser pensada. Supõe-se que quem pedala tem força para carregar a sua bike escada acima e abaixo. Ok. E quem está com o filho? E quem não consegue levantá-la? Uma ideia simples seria fazer uma canaleta ao lado dos degraus para empurrarmos a magrela. Afinal, o Metrô proíbe usar os elevadores ou as escadas rolantes das estações para chegarmos até a plataforma. Ou melhor, proibia. A partir do próximo sábado, poderemos subir com a bike pelas escadas rolantes. Viva a metamorfose ambulante!
Obs.: Mais uma boa notícia para quem gosta de pedalar e da sensação de morar no interior. O bairro Santo Amaro deve ser todo interligado por espaços destinados às bicicletas.

Pedalando até o Horto Florestal de Campos do Jordão

Fiquei tão viciada em andar de bicicleta que descartei a possibilidade de passar minha folga do trabalho longe dela. Fiz duas viagens – e trouxe de ambas vários aprendizados para compartilhar neste blog, aguarde. Na primeira, fui para Campos do Jordão bregamente intitulada “Suíça Brasileira” e marketing que, aliás, acaba desmerecendo a belezinha de município. Lindinho, não pela sua arquitetura inspirada “nas Europas”, mas porque está inserido no meio da Serra da Mantiqueira. As paisagens são inspiradoras.

Apesar dos morros que encontramos na cidade e no entorno dela – como era de se esperar de uma Serra -, o lugar é fantástico para quem gosta de pedalar. Possui uma ciclovia plana, uma pequena estrutura – melhor do que o quase nada de São Paulo – para estacionar a bicicleta em frente aos estabelecimentos, ruas calmas no verão, estradinhas de terra e muito ciclista. Vou abordar tudo isso nos posts que veem por aí. Bom, além disso, li que um dos passeios imperdíveis para quem está começando a pedalar era andar de bicicleta no Horto Florestal do município. E aí fui eu.

 

A curiosa teve a belíssima ideia de ir de bicicleta até o Horto. Antes de ir, perguntei para um morador como era o caminho: “Tranquilo, uma reta plana”. Para quem está de carro, né? A avenida – parece rodovia, mas não é – até o parque possui uma leve subida, imperceptível. Como ainda sou café-com-leite na pedalada, penei nos dez quilômetros. Afinal, ainda havia mais trilhas no Horto. Escolhi a trilha da Cachoeira da Galharada – ao final chega-se a ela com direito a estacionamento para bicicletas (foto) – e uma trilha especialmente para bicicletas. As outras são mais indicadas para caminhada.

 

O Horto Florestal vale o passeio: bem cuidado, sinalizado e com atividades para todas as idades. Ele está localizado entre Minas Gerais e São Paulo, se intitulando a maior extensão contígua de pinheiros brasileiros no Sudeste distribuído em vales e morros com altitudes que variam de 1030 a 2007 metros. Agora, se você levar a bicicleta até Campos do Jordão vá pedalando para o parque. O caminho se revelou uma atração à parte. Saiba mais no vídeo acima!

Dois olhares sobre a ciclorrota

Tenho passado frequentemente pela ciclorrota da Zona Oeste de São Paulo usando o carro e a bicicleta. Acho divertido, confesso que fiquei toda emocionada ao pedalar sobre a marca de uma bicicleta feita pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no asfalto logo na semana em que foi anunciada a nova ciclorrota de ligação entre os parques da Água Branca e do Villa-Lobos. Antigamente (há uns três anos), eram os ciclistas quem pintavam no chão as bicicletinhas como protesto por uma qualidade de vida melhor. Vamos chegar lá.

Enquanto o sonho não se realiza, tenho duas observações a fazer. A primeira é uma visão de quem está na bicicleta. Pedalei pela rua Turiaçu (foto), em Perdizes, pertinho do Parque da Água Branca. Como muitos carros estavam estacionados ao lado direito, o espaço na estreita rua era apertado para os veículos em circulação. Segundo a Lei de Trânsito, os carros devem manter um 1,5 metros de distância das bicicletas durante seu trajeto – incluindo a ultrapassagem.

Mas não foi o que aconteceu. Quando não havia carro vindo na outra mão, alguns motoristas até ultrapassaram por cima das duas faixas amarelas contínuas para dar vez aos ciclistas. Porém, a maioria não estava nem aí, tirava fininha de quem passava de bicicleta. Fique tensa. Ambas as ações estão em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Quer dizer, os motoristas infringiram a lei e arriscaram a vida dos ciclistas.
Já, quando dirigia meu carro pela região, algumas placas específicas chamavam a atenção conforme se aproximavam do veículo: “Ciclorrota na transversal”. A palavra transversal, que pode ser óbvia para você, deveria ser trocada. Nem todo mundo entende o seu significado, ou seja, um corte inclinado sobre uma linha reta – dê um Google para ver “imagens matemáticas” sobre a tal transversal. Não seria mais intuitivo colocar algo como: “Ciclorrota no cruzamento”?

Bom, se quer saber o que significa ciclorrota e a diferença que existe entre ela, a ciclovia e a ciclofaixa clique aqui. Aliás, saiba também que quase 10% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte. E boa pedalada!

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