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Uma mancha vermelha no mar

Nesse fim de semana, os lindos céu e mar azuis pincelado por golfinhos em São Sebastião foi coberto por densas nuvens cinzas. O vento que trouxe essas nuvens agitou o oceano e carregou mais surpresas para perto da areia: uma mancha vermelha na água. Minutos antes, uma tartaruga morta foi encontrada ainda sangrando na praia. “Não é possível que toda essa mancha seja o sangue da tartaruga”, pensei. “São algas”, concluiu o grupo com o qual conversava.

 

Claro que, curiosa, entrei na água até acima do joelho para ver de perto (sem mergulhar). Nem sei se faz mal para a saúde, mas não resisti. Incontáveis algas avermelhadas de vários tamanhos boiavam lado a lado forrando o mar perto da praia com sua cor vermelho-coral alarmante (clique nas imagens para ampliar). Até deixei de sentir frio causado pelo vendaval que varria a parte da pele molhada exposta para fora da água. Fiquei ali admirando “a união faz a força” daqueles pequenos seres por alguns minutos. Saí fedida – geralmente, alga exala um cheiro forte.Algum biólogo saberia dizer se esse é o fenômeno conhecido por maré vermelha (proliferação excessiva de algumas espécies de algas tóxicas que pode ser causada, entre outros, pela poluição do mar)?

Boa colorida semana!

Conheça as flores dos Andes

Quando decidimos – meu companheiro de aventuras (pegou?) e eu – passarmos alguns dias em Cajón del Maipo, uma região localizada no coração da Cordilheira dos Andes chilena, já esperava me encantar com as altas e íngremes montanhas. Claro que, pessoalmente, o impacto é maior. Caminhar 18 quilômetros – subindo até cerca de 2.800 metros de altura – entre aqueles picos com até 5 mil metros foi comovente. Era tão alto que mal dava para encontrar cinco cavalos pastando no centro de uma montanha com cerca de 4 mil metros. Uma paisagem incrível ansiosamente aguardada por nós dois.

O que eu não esperava era me encantar com um detalhe pertencente a uma escala minúscula: as flores. Eram muitas e com muitos formatos. A maioria delas tinha, no máximo, o tamanho de uma cereja. Prevaleciam as cores rosa, amarela, branca e lilás. Conforme subíamos a altitude, o número de espécies de flores aumentava. E o jeitinho delas se diferenciava! Algumas acho que eram orquídeas. Uma em específico tinha um degradê do rosa claro ao pink. Eu pirei. Não sabia se observava os picos ou o se olhava por onde pisava. Afinal, era dificílimo desviar daquele chão em alguns momentos forrado por minúsculas flores.

 

Minha surpresa virou inúmeras fotos dessas flores. Veja no vídeo acima e tenha uma florida semana!

Eu acredito em plânctons

Passei o fim de semana offline: fui para o fantástico mundo da praia muito bem acompanhada. Às vezes faz bem para a mente dar um tempo do mundo virtual, quer dizer, real (dia-a-dia)… Ironicamente, lá, em São Sebastião (SP), acabei criando uma certa rotina. Como a maioria dos mortais, vou para a praia durante o dia. À noite, faço companhia aos rasantes dos morcegos. Não. Não é um tipo de mandinga, feitiçaria ou promessa. Depois que vi os plânctons, a praia nunca mais foi a mesma.

Além de voltar os olhos para o céu na nostalgia de observar as estrelas dificilmente encontradas na capital paulista – prática mais antiga do que andar para trás e que a poluição luminosa impossibilita, sigo para a beira do mar e chuto a água! Agito bem a água com as mãos. Chuto mais um pouquinho. Remexo a água salgada outro tanto. Tudo na ânsia de ver plânctons (conjunto de minúsculos seres vivos que habitam os oceanos) novamente. Nunca mais encontrei naquela quantidade a ponto deles ficarem na nossa pele e, consequentemente, iluminar perfeitamente a nossa silhueta debaixo d’água. Recentemente, quando dou sorte, uma ou outra luz esverdeada brilha como vaga-lume do mar.

Nesse fim de semana, o que me animou a entrar na água fria do mar durante a noite foram justamente os plânctons! Eles estavam de volta! Em menor quantidade, mas já podiam ser vistos a partir de cerca de um metro de profundidade. Em busca deles, lá fui eu pular as ondinhas até o fundo! É emocionante agitar as mãos na água e luzes acenderem! Aliás, esses serezinhos devem ter um poder mágico, mesmo. Toda vez que aparecem as pessoas que conseguem percebê-los voltam a ser criança, ficam eufóricas e dão risada sem parar. É… O mar é um mistério incrível durante o dia e a noite…

Obs.: A imagem dos plânctons foi retirada do incrível site Cifonauta – fiz uma matéria sobre ele, leia aqui. De volta a São Paulo, realizei uma busca nesse site para ver se encontrava informações confiáveis sobre os plânctons. Eis a cara desse mundo.

Para onde vão os pássaros?

Pareço criança. Aliás,  meus pais sofriam enquanto passava pela fase do “mas por que”… No último feriado, estava em um dos meus locais preferidos do Rio de Janeiro. Ah, o Arpoador… A missão era ver o por-do-sol. Enquanto me esforçava (estava nublado), uma outra coisa chamou a atenção: os pássaros.

Era uma revoada em um fim de tarde, claro. Um bando de ave voltando rumo ao horizonte do alto mar. Fiquei intrigada. Aquela ação trouxe à minha cabeça relações de aves e ilhas que já presenciei. Por sorte, ao meu lado estava Mauro Rebelo, escrevinhador do “Você que é biólogo” e um dos meus guias do Rio de Janeiro. Lancei a dúvida para ele: “Sabe por que os pássaros estão indo embora?”

 

A resposta, caro leitor, era óbvia. O rush no céu se dava na volta para casa. Essas aves dormem nas ilhas, onde também constroem seus ninhos. Já vi isso em outro lugar, acho que em Fernando de Noronha. Lá, as fragatas, também conhecidas por “piratas”, atacam os atobás na volta ao ninho (feito nas ilhas) para roubar a pesca do dia – leia uma matéria bacana aqui.

 

Em seguida, veio outra questão que guardei para mim e agora divido com você. Será que, antes da ocupação desenfreada da Baía de Guanabara, alguns desses pássaros não “moravam” no continente?

 

Clique acima para ver a volta dos pássaros – apesar de não parecer, havia um monte de ave no céu. A gravação foi feita no Aterro do Flamengo e não no Arpoador. Afinal, quem viu meu vídeo sobre os tucanos de São Paulo – aqui – deve ter reparado que filmar aves não é o meu forte.

Peixes dependem da ligação entre manguezais e recifes

Querido leitor,

Ando numa correria maluca conciliando o trabalho, o curso de Radialista – Apresentador de TV (Senac) e a vida pessoal (incluindo este blog). Minha meta é voltar mais sussa assim que acabar o curso no próximo mês – isso se não inventar mais nada novo para fazer… Bom, esses dias, entre a olhadela nos e-mails, encontrei o resultado de uma pesquisa que merece destaque, principalmente, porque comprova algo intuitivo – e que pode ser o caso de outras espécies.Reproduzo parte do e-mail, que recebi da Conservação Internacional (CI), sobre a pesquisa:

Estudo inédito realizado na Região dos Abrolhos comprova que esta conexão é essencial para o ciclo de vida do Dentão ou Vermelho, espécie de alto valor comercial cuja captura anual chega a 3.000 toneladas no país; resultados expõem lacunas quanto a medidas de proteção da espécie.

Um mapeamento até então desconhecido do ciclo de vida de uma importante espécie de peixe para o país demonstra que a conectividade entre manguezais e recifes é essencial para sua sobrevivência. Conduzido ao longo de um ano por pesquisadores do Brasil e exterior, com apoio da Conservação Internacional (CI-Brasil), o estudo apresentou pela primeira vez os padrões de movimentação do vermelho (Lutjanus jocu) através de diferentes hábitats na Região dos Abrolhos, o maior e mais biodiverso complexo recifal do Hemisfério Sul. A descoberta, publicada recentemente na revista Estuarine, Coastal and Shelf Science, oferece informações-chave para o manejo da espécie, que já apresenta acentuado declínio em seus estoques.

 

A pesquisa mostra que o tamanho do vermelho é menor nos estuários, intermediário nos recifes costeiros e maior na área do Parque Nacional Marinho (Parnam) dos Abrolhos, indicando que a espécie migra ao longo da plataforma continental na medida em que cresce. Confirmando o estudo recém publicado, dados provenientes da pesca comercial revelam que os maiores peixes, entre 70 e 80cm, são encontrados em recifes ainda mais profundos e afastados da costa. Foram investigadas 12 áreas que representam diferentes hábitats costeiros e recifais, abrangendo a Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá, os recifes Parcel das Paredes e Sebastião Gomes e o Parnam dos Abrolhos.

 

Segundo Guilherme F. Dutra, diretor do Programa Marinho da CI-Brasil, apesar de a conectividade entre ambientes costeiros e marinhos ser bastante difundida e aceita, poucos trabalhos foram exitosos em demonstrá-la de maneira efetiva. ‘Esse é o primeiro estudo que consegue provar a relação entre manguezais e recifes para essa espécie que tem grande importância comercial’, comemora.

 

As novas informações sobre o ciclo de vida do vermelho alertam para a condição de vulnerabilidade da espécie cujos estudos recentes indicam redução nos estoques no Banco dos Abrolhos devido à sobrepesca. Segundo informações dos desembarques, são capturados pelo menos 3.000 toneladas da espécie por ano nessa região, numa atividade que envolve cerca de 20 mil pescadores. ‘As medidas de manejo adotadas para assegurar a exploração sustentável dos vermelhos não são suficientes’, salienta Rodrigo Moura, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz e um dos co-autores do estudo. Ele explica que atualmente não há qualquer restrição às capturas dos adultos durante a fase reprodutiva – entre junho e setembro – ou tamanhos mínimos de comercialização que assegurem que os peixes capturados tenham completado pelo menos um ciclo reprodutivo, o que ocorre acima de 35cm.

 

Para chegar até a idade adulta, o dentão precisa de refúgio em manguezais e recifes próximos à costa, mesmo em áreas liberadas para pesca. ‘Uma vez que a espécie migra através da plataforma continental, está claro que áreas protegidas em unidades isoladas, tais como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, não são efetivas para proteger as diversas etapas do ciclo de vida’, enfatiza Moura. (…)

 

Sobre a espécie Lutjanus jocu – Associado aos ambientes rochosos e coralinos, o dentão – ou vermelho – é um dos mais importantes recursos pesqueiros capturados em ecossistemas recifais no Atlântico Ocidental. Das 19 espécies da família Lutjanidade que ocorrem no Brasil, a espécie estudada está entre as cinco mais importantes para a pesca. Apesar de sua importância e ampla distribuição, com ocorrência da Flórida ao sudeste brasileiro, havia pouco conhecimento sobre o ciclo de vida da espécie.”

Leia o texto na íntegra aqui.

Um saboroso aquário em São Paulo


Hoje, depois de dormir mais de dez horas, acordei cedo e – já que… – aproveitei o domingão para ir à feira! Mas não qualquer uma: para a Feira de Produtos Orgânicos do Parque da Água Branca. Recomendo. Os produtos naturebas e hortaliças são mais carinhos, mas, mais saborosos. A Laura do blog “Comer Comer” fez um post bacana e ilustrado sobre o lugar – leia aqui. Sempre que possível, prefiro esse tipo de alimento, já basta respirar poluição o dia todo.

Carregada com as compras, não aguentei a curiosidade. O Parque da Água Branca possui várias atrações, além dos “bichos da fazenda” soltos pelo lugar como a pavoa deixando seus ovos sozinhos para bicar os pintinhos da galinha. Entre elas, estão os museus e um aquário. Aquário, eis a palavra mágica. Nem preciso dizer que adoro o ambiente aquático em geral. Resolvi conhecer.

Paguei dois reais pela entrada inteira, girei a catraca como solicitado e a luz já diminuiu. Em minha frente, apareceu um corredor lotado de gente empolgada com os bichinhos e de espécies separadas em pequenos aquários dispostos em ambos os lados. O local é simples, não espere um ambiente sofisticado como o Aquário de São Paulo. O que não deixa de ser bacana. Aliás, foi uma viagem para minha infância, quando frequentava museus e parques públicos de apresentação simples.O aquário é mantido pelo Instituto de Pesca do estado de São Paulo. Lá, todos os peixes são de água doce e usados na alimentação. A maioria é natural da Bacia do Paraná, onde está localizado o estado, mas há também indivíduos do Norte como o gigante – e fofo – Pirarucu e de outros países como bagres. Os peixes estão dispostos, praticamente, em apenas dois corredores e os aquários, na altura dos olhos de um adulto. Próximos à saída, estão os simpáticos – e com feição de sábios – sapos.

Vale a visita! Os peixinhos parecem ser bem tratados, apesar de algumas espécies se espremerem em um aquário muito pequeno. Bom, independente do tamanho do expositor, as crianças piravam ao ver os peixes. Quanto mais estranhos – como a Tilápia – ou maiores – Pacu – mais a criançada se divertia. Baixinho entre nós: os adultos também… Agora, um detalhe, quando conhecer o aquário não deixe de ler as placas com as informações sobre as espécies! São uma atração à parte.

Em Bonito (MS), realmente como vende a propaganda, me senti dentro de um aquário natural ao praticar flutuação nos rios da região. É bonito de mais – piada besta. Fiquei encantada pela vida fluvial, pelos peixes em busca de alimentos nas pedrinhas ao fundo, pelas plantas se movendo lentamente, etc. Terminado o passeio, perguntaram: “Depois de ver os peixinhos ‘pastando’, dá dó comer peixe, né?”.

 

“Não”, respondi. Poxa, nunca vi uma infinidade de peixe carnudo de tudo quanto é tipo… São “gracinhas” – não preciso dizer que amo e defendo a proteção dos animais aquáticos, certo? – , mas deliciosos. Parece que a mesma água na boca sentiu a pessoa que escreveu as informações sobre as espécies do aquário do Parque da Água Branca. Só faltou dar a receita completa, porque em vários casos estava escrito algo como, “ele é muito saboroso frito” ou “fica gostoso assado” (clique na imagem da placa para aumentar). Sério. Às vezes, a placa indicava até a bebida de acompanhamento. Tudo depois de uma breve explicação sobre a biologia ou ecologia do peixe. Imperdível.

Obs.: Obrigada a minha tia e a meus pais que colheram no sítio dela mais hortaliças orgânicas! Esta semana será recheada de salada e de frutas, bora comer para não estragar.

Por que os flamingos são da cor rosa?

Participação especial no Xis-xis de Weruska Goeking, sobre San Pedro do Atacama (Chile):

No Atacama, uma das vistas mais bonitas – senão A mais – é a das lagunas altiplánicas, formada pelas lagoas Miscanti e Miniques com as águas vindas das montanhas. Essas lagoas ficam a mais de 4.000 metros de altura do mar.

A região fica a 110 km ao sul de San Pedro de Atacama e tem ao redor os vulcões que dão nome às lagoas, além das montanhas de Puntas Negras, Chaique e Chuculaqui, que dão forma às lagoas.

Depois uma visita à  lagoa Chaxa, que faz parte da Reserva Nacional dos Flamingos e é  formada pelas águas vindas da Cordilheira dos Andes por vias subterrâneas. Em alguns pontos a água é malcheirosa devido à grande concentração de enxofre.

Na lagoa vivem muitos flamingos de cor rosada. Lindos! Mas eles nascem bem branquinhos. A tonalidade rósea é conseguida apenas na idade adulta, depois de eles terem se alimentado com muitos camarões minúsculos e bem vermelhos. Em um ponto de descanso e alimentação para os turistas que fica bem ao lado da Chaxa havia um aquário com vários deles, mas eram tão pequenos que não consegui uma foto boa deles – menos de 1 cm!

Bem próximo da Lagoa Chaxa o terceiro maior “salar” do mundo. Um verdadeiro oásis de sal no meio do deserto, onde se costumava explorar diversas reservas de sal. Atualmente a exploração nessa área é expressamente proibida pelo governo chileno. Pequenas pedras delimitam até onde as pessoas podem pisar.

Observação eco: calor e frio na medida

Por determinação municipal, todas as construções devem usar tijolo de adobe, uma espécie de barro cru que mantém a temperatura amena no interior das casas, tanto no calor quanto no frio, como pode ser visto no pequeno povoado de San Pedro de Atacama.

Leia também Nem sempre onde há fumaça, há fogo.

Nem toda planta que vive na água é alga

IMG_0304.JPGOuvi no rádio uma colega falando de um helicóptero: “As algas do rio Pinheiros se espalharam para outros lugares”. Porém, nem toda planta que vive na água é alga. Sei que não posso atirar uma pedra porque cometi o mesmo erro. Essas plantas se chamam macrófitas. Acredite, se puder.
Observe a foto ao lado. Parece que o veleirinho está navegando na grama, correto? Mas toda essa plantaiada é a tal da macrófita aquática. Ou, tais. Aí, onde há verde, deveria estar visível a água da represa Guarapiranga.
Apurando uma matéria, descobri que existem mais de 80 espécies de macrófitas aquáticas habitando a represa. Algumas chegam a atingir 12 metros de comprimento. Olhando de perto, é meio nojento. Porque o lixo da represa fica preso nessa rede natural.
Mas, ao contrário do que se pensa, em número controlado, a fonte disse que elas fazem bem por oxigenar a água. Elas crescem bastante em ambientes com muito nutriente – seriam as chuvas que levam nutrientes para as águas? Ou tudo?
Na represa Guarapiranga e no rio Pinheiros, elas formam bancos de plantas que flutuam para um lado e para o outro de acordo, geralmente, com o vento. Se eu fosse você, nem mexeria com elas.

Por que os golfinhos acompanham os barcos?

Marque a opção que julgar correta:
a) Porque eles são exibicionistas.
b) Porque eles são curiosos.
c) Porque eles são machos pra cacete.
d) N.D.A.
A resposta certa é… “c”. Porque eles são machos pra cacete. Os golfinhos acompanham os barcos para defender as fêmeas. É o seguinte. A fêmea copula em cerca de dez segundos com vários machos. Eles ficam em fila indiana atrás dela. Como não existe exame de DNA, quando o bebê golfinho nasce, ninguém sabe quem é o pai.
Aí, quando aparece uma embarcação perto de onde eles estão, se os machos golfinhos acham que o barco pode trazer perigo para as fêmeas e seus filhotes, eles seguem em volta do barco. Até achar que as fêmeas e os filhotes estão em uma posição segura. Veja aqui fotos de um bando de golfinhos acompanhando meu passeio de barco em Fernando de Noronha.
Confira o vídeo que o @gustamn gravou no naufrágio do navio grego “Eleani Stathatos” na Praia do Porto, em Fernando de Noronha. É possível ouvir os golfinhos bem baixo, ao fundo:

Os golfinhos mais comuns encontrados na ilha são chamados de Rotador. Isso porque, para se comunicar, eles dão piruetas no ar. Conforme o golfinho cai na água, ele produz um tipo de turbulência que os demais interpretam. É apaixonante. Pena que não consegui bater fotos a tempo.
Os golfinhos-rotadores têm duas cores: cinza na parte superior e branca na inferior. Eles são pequenos com, aproximadamente, 1,50 m. Se alimentam à noite e descansam durante o dia. Antes, os turistas podiam nadar com os golfinhos em Fernando de Noronha. Segundo os guias, como muita gente puxava a cauda e as nadadeiras dos bichos, tornou-se proibido nadar com eles. Inclusive, é proibido passar de barco onde eles estão.
Na Baía do Sancho, por exemplo, existe uma placa avisando sobre a proibição. Em cima da falésia de 50 metros, fica um fiscal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com binóculo. Pronto para multar quem não seguir a lei. Mas… se você estiver nadando ou o barco passando e o golfinho for ao encontro, divirta-se! Para saber mais sobre esse animal, indico o site do Projeto Golfinho-Rotator Fernando de Noronha.