Ser é existir

Neste Dia das Mulheres, meu desejo é que todas nós possamos SER. Ser, acima de tudo. Porque não, hoje nós AINDA não podemos. Que nós possamos ser diretoras de empresas e, por isso, que nossos maridos assumam mais tempo com nossos filhos, sim – não “fizemos” sozinhas. Que nós possamos ser gordinhas – e isso não justifica perder algo. Que nós possamos ser alguém caminhando pelas ruas despreocupadamente, seja durante o dia ou durante a noite. Que nós possamos ser mulheres que gostamos de ciência, mas, ao mesmo tempo, também de maquiagem – uma atitude não invalida a outra. Que possamos ser “bonitas” sem sermos julgadas “burras”. Que nós possamos ser excelentes motoristas, sim. Que possamos ser preocupadas com o meio ambiente – ignorante é aquele que ignora o seu próprio futuro. Que possamos ser “mulher de fases”. Aceitem: temos hormônios e nossos humores variam de acordo com eles. Sempre foi assim e isso não significa que, se um dia estamos irritadas, é porque estamos de TPM. Que possamos ser menininhas. Mulheronas. Lésbicas. Bissexuais. Heterossexuais. Ou qualquer outra opção sexual – a “escolha” é nossa, ninguém vai “arrumar” nada. Que tenhamos o direito de não sermos vaidosas. Que possamos ser “gostosas” para nós mesmas. Que possamos ser equiparadas com relação ao salário – aliás, que possamos ganhar mais por termos estudado mais. Que possamos ser simpáticas sem sermos taxadas de “bobinhas”. Ou ser “bobas” quando quisermos. Ser mães que amamentam após o bebê completar dois anos de idade. Ser mães do nosso jeito. Que nós possamos optar não por ser nada. Ou ter direito de não querer ser. Apenas, nos deixem ser.

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