Diversidade representada na 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

Veja como foi o segundo dia da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (4aCNPM), contado pela Cládice Nóbile Diniz, delegada pelo Rio de Janeiro e relatora.

Hoje, fiquei para relatar um grupo que tratou das propostas de dois eixos: o de políticas públicas para as mulheres e o de sistema de políticas públicas para as mulheres. O primeiro tinha 88 propostas enviadas pelas conferências municipais e estaduais, sendo 32 a ter que se selecionar as dez mais prioritárias. O segundo tinha 30, onde se devia selecionar cinco. No eixo das políticas, eram propostas e as dez tiradas foram consideradas como desafios. No sistema nacional de políticas para mulheres, as seis propostas foram selecionadas como recomendações (as propostas e monções devem entrar no site do evento).

O ambiente no grupo foi muito rico. Vale ressaltar que um grupo de interesse somente tinha suas reivindicações compreendidas e acatadas se ao menos houvesse uma interessada presente. Por exemplo, as índias iam ficar com suas reivindicações encaminhadas em um “sacolão” geral, mas sendo informadas disso por uma militante negra, apareceram e passaram a atuar bem articuladas conseguindo garantir o que elas achavam o mais importante hoje: a demarcação das terras indígenas e quilombolas. Eram do Mato Grosso e denunciaram o assassinato no ano passado de um líder e a mutilação de outro, que ficou em cadeira de rodas.
WhatsApp-Image-20160512 (2)
Uma moça com um carrinho de bebê era uma presidiária em liberdade condicional que trazia reivindicações para as presidiárias e às em liberdade condicional. Curiosamente, no grupo havia uma liderança das agentes penitenciárias, sendo ela responsável por um grupo em liberdade condicional. Ela confirmou as denúncias da jovem, ratificando a necessidade de políticas afirmativas de proteção. Um caso que ambas comentaram como exemplo é o da necessidade de escolta de emergência de saúde para as presas que adoecem. A polícia não providencia e elas ficam sofrendo sem socorro.

Houve muitos outros casos interessantes relatados por outras mulheres (os homens que aparecem na foto estão trabalhando no evento). Aliás, essa foi a primeira conferência com representação das mulheres ciganas. Eram um grande grupo muito colorido, lindo. Na volta em frente ao hotel encontramos com os que vinham da manifestação. A tristeza e a desolação me lembraram as pinturas do Portinari.

Mulheres sofrem mais com problemas de visão do que homens

Tudo a gente! Tudo a gente! O levantamento “Mulheres e Visão: por que elas sofrem mais?” realizado pelo Healhty Sight Institute, iniciativa da fabricante de lentes Transitions, aponta que 60% das mulheres contra 40% dos homens são atingidas pela catarata. Além disso, nós apresentamos mais problemas como olho seco e erros refrativos – miopia, hipermetropia e astigmatismo. O estudo foi realizado com 1007 brasileiros – 598 homens e 409 mulheres.
Mas por que nós? Segundo a empresa, não há um consenso sobre os motivos. O que já se sabe é que uma parte da culpa é dos… hormônios! A menopausa, por exemplo, influencia diretamente na visão. Neste caso, a baixa produção de hormônios como estrogênio e testosterona provoca o olho seco. Por sua vez, isso diminui a produção de lágrimas e leva ao aumento de problemas visuais.
A gravidez também causa alterações que podem levar ao aumento da pressão intraocular. Por conta disso, a córnea diminui a sensibilidade, aumenta espessura e muda a curvatura. A situação provoca intolerância às lentes de contato, muda a refração – o grau dos óculos – e outras alterações reversíveis. Outro detalhe, talvez por vaidade, é que as mulheres têm tendência a utilizar menos as lentes de contato e os óculos. Assim, apresentam maior comprometimento visual.
“As mulheres também se preocupam menos com os cuidados com a visão. Elas precisam entender que frequentar o oftalmologista uma vez por ano é tão importante quanto ir ao ginecologista ou ao dermatologista”, diz Denise Fornazari, coordenadora do Núcleo de Prevenção à Cegueira da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As dificuldades visuais femininas e a falta de informação sobre o problema fizeram com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolhesse a prevenção da cegueira entre as mulheres como o tema central da campanha do Dia Mundial da Visão, 8 de outubro. Alerta: dois terços de todos os casos de cegueira no mundo ocorrem em mulheres, informação da OMS.
Obs.: Esta semana continuo com as histórias da viagem. Aguarde!

Mulheres: participem de pesquisa científica sobre genética

Esses dias, leitores escreveram dizendo que queriam participar de uma pesquisa científica. Pronto. Agora, apareceu uma chance! O Laboratório de Ciências do Exercício (Lace), da Universidade Federal Fluminense, chamam mulheres que moram em Niterói ou São Gonçalo para fazer parte de um estudo. Com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o laboratório investiga as influências genéticas no treinamento físico e na dieta.
Para participar, as voluntárias precisam preencher critérios como: estar acima do peso, ter entre 18 e 49 anos, não fumar, não praticar exercícios físicos, não estar na menopausa e não usar remédios regulares. Os pesquisadores irão checar dados das inscritas, como o colesterol, e aplicar uma dieta por três meses. As colaboradoras também deverão fazer atividade física três vezes por semana. Puxado… E claro que é tudo gratuito. Mais informações aqui.

Categorias

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM