Maternidade: cinco motivos para se sentir muito mamífera

peNunca me senti tão mamífera em minha vida. Lembro-me que, quando era adolescente, fiz um um vídeo engraçadinho com um colega de classe no Zoológico de São Paulo sobre o Reino Animal. No final, nos filmávamos mostrando que éramos parte da natureza, exemplo de uma espécie de mamíferos (pena que a professora ficou com a fita VHS, hunf). Mas esta vida vivida sobre o asfalto, desconectada da terra, pode levar os homo sapiens a se julgarem reis de um reino à parte. Síndrome do Pequeno Príncipe. Até vir a maternidade e, ufa, jogar todo esse concreto no ventilador!

Como eu tenho vivenciado, literalmente na pele, essa emoção, resolvi compartilha os cinco principais motivos que me fazem sentir extremamente mamífera. Se você é pai, seja paciente com a mãe (tenha ela parido ou adotado). Se você tem filhos, pode se identificar. Se você está grávida ou é “tentante”, veja o que te espera! Acima de tudo, saiba que é uma delícia lembrar que somos animais. Como se tivesse me conectando, novamente, com Gaia.

Lembrando que a ciência não é exata, ainda mais quando se trata de maternidade, vamos ao top five:

 

 5. Colinho

O bebê não chora à toa. Cada autor determina uma idade diferente para afirmar que a criança faz a famosa “manha”. Tem pesquisador que diz que é com dois anos, outros com cinco, sete ou mais! “O choro do bebê pode ser pelos principais motivos: fome, sono, calor, frio, cocô, xixi ou aconchego”, disse uma enfermeira carrancuda para nós, pais novos, no último dia em que estávamos na maternidade. Sim, a criança tem necessidade de colinho. No tempo das cavernas, se você deixasse seu bebê no chão, ele poderia morrer por inúmeros motivos. É no colo, principalmente da mãe, que ele se sente seguro. Quando o bebê começa a reconhecer seus cuidadores (a chorar no colo dos “estranhos”, o que é sinal da sua evolução cognitiva), chega até a buscar o olhar da mãe para checar se o colo do outro é seguro. Algumas pesquisas científicas, inclusive, mostram que crianças que ficam no sling (aquela “rede” de levar o bebê junto ao corpo) choram menos. Assim, eu me sinto uma macaca ou uma tamanduá. Sempre carregando minha cria comigo, seja pendurando a roupa no varal, guardando a louça ou comprando algo por aí.

 

4. Antissocial

Em algumas fases da maternidade, as mães se tornam antissociais. Por exemplo, nos primeiros quatro meses de gravidez é comum as futuras mamães não quererem sair de casa ou conversar com amigos (mesmo aquela que adorava passar madrugadas bebendo no boteco). As explicações são inúmeras. No começo da gravidez, a mulher sente muito sono. Além disso, é uma fase delicada: quando mais há aborto espontâneo e quando o que nós ingerimos ou doenças que pegamos podem prejudicar mais o desenvolvimento do embrião (este se torna feto lá pela pela décima semana, quando os principais órgãos estão formados). Após o nascimento, talvez pela exaustão em ter que amamentar a cada três horas e pela adaptação à nova vida com uma vida nova nos braços, as mães também costumam permanecer antissociais. Outra explicação pode ser porque a criança recém-nascida é muito vulnerável. A maioria das doenças que, para adultos sadios não fazem cócegas, em recém-nascidos pode ser fatal. Assim, a sábia natureza faz a mãe ficar quietinha se recuperando com a cria em casa.

 

3. Proximidade

Este é um comportamento que jamais imaginei que teria (o mesmo serve para o antissocial, rs): neura longe do bebê. Simplesmente, é quase insuportável ficar longe do bebezinho, pior ainda se ele só se alimenta mamando no peito. Parece que um pedaço seu está faltando. Um pedaço, aliás, que acabou de existir. É muito, mas muito estranho. Dá medo de acontecer alguma coisa conosco que nos impedirá de chegar a tempo para amamentar o bebê. E o bebê, pode ter certeza, ficará se esgoelando de fome. A vontade é de ficar grudadinha, corpo a corpo, o tempo inteiro com o bebê. Mais um comportamento de proteção da espécie da sábia mãe natureza.

 

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2. Amamentação

Este dispensa muita explicação, concorda? Quer fato mais maravilhoso e animal do que ver sua cria crescendo apenas se amamentando com o leite produzido pelo seu próprio corpo? Eu até suo amamentando. Fico exausta, mesmo permanecendo parada ao amamentar! Bom, tenho várias curiosidades sobre o assunto. Pesquisas recentes mostram que o corpo guarda no culote, tão detestado pelas próprias mulheres na nossa atual sociedade, nutrientes importantíssimos enviados para o bebê via leite materno. Será por isso que homens acham mulheres com culote mais atraentes? Afinal, beleza tem ligação com saúde e preservação da espécie… Outra curiosidade é que o leite materno tem substâncias como melatonina, em maior quantidade durante a noite. Ela é um hormônio que ajuda a regular o sono. Portanto, deixa o bebê com sono para a mamãe ter horas de descanso revigorante. Sobre questão mais física, sabia que o bico do peito tem uma espécie de “dispositivo”? Quando o seio não está muito cheio de leite, deixar o bico para cima e o sutiã bem preso, segurando o peito para cima, evita que o leite vaze. Pode reparar: o bebê coloca o bico para baixo e aperta a auréola como se estivesse bombeando o leite. Por isso, se a mãe está sentindo dor no peito ao amamentar, alguma coisa está errada. Com a famosa “pega” correta, sai mais leite.

 

 1. Gravidez

Outro estado de corpo e de alma livre de explicações. Eu me sentia uma canguru, carregando meu filhotinho dentro da bolsa. Como gosto de ler e mais ainda sobre fatos científicos… Imagine o tanto que pesquisei sobre o tema durante a minha condição gravídica. Desde a gravidez, o corpo guarda e dá para o bebê tudo o que há de melhor dentro de você. Portanto, você pode ter uma anemia se não se cuidar, porque aquele bichinho hospedeiro está sugando tudo o que há de melhor em seu corpo. Seu corpo – e mente – trabalha em função dele. Dizem que pode haver até mudanças físicas no cérebro da grávida! O que pode explicar o porquê de grávidas terem problemas de memórias de curto prazo e de concentração. Para compensar, acredita-se que grávida pode aprender mais rápido e ter melhor capacidade de resolver problemas. Como me disseram, se fôssemos répteis, seria mais prático. Botaríamos ovo e a cria se viraria comendo o que está dentro do ovo. Depois, sairia buscando seu alimento. Mas existe coisa mais bela do que se doar para o próximo e amá-lo como a si mesmo?

 

Obs.: Não coloquei referências bibliográficas porque leio muito artigo pelo celular e, infelizmente, acabo perdendo os links.

Teriam os buracos negros cinquenta tons de cinza?

Olá! Minha vida está quase um buraco negro – ou não, dependendo da definição de buraco negro que você escolher. Estou para postar aqui informações incríveis que obtive com dois especialistas (e com muuuuita leitura) para escrever a matéria “Buracos nem tão negros assim”, publicada na revista Época – leia! leia! leia na íntegra! – e que não couberam na revista. Antes tarde do que nunca, devolvo as informações sobre o que é o temido corpo celeste (pegou a piada infame? leia a matéria e as informações abaixo para entender o trocadilho)!

buraconegro

Imagem: ESO

O que são buracos negros (Entrevista: Tânia Dominici, Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), Rio de Janeiro)

Os buracos negros são estruturas celestes em regiões do espaço-tempo (o espaço é formado pelas três dimensões, altura, largura e comprimento) com a gravidade tão intensa que, a partir de um limite em seu entorno, nada pode escapar, segundo a teoria da relatividade geral. O que passa esse limite é “sugado” para dentro dele em uma viagem sem volta. Quer dizer, só é possível sair de dentro de um buraco negro se o tempo andar para trás. E, dentro dele, não há nada. Tudo o que entra no fenômeno segue cada vez mais para o centro para, afinal, tornar-se parte integrante da singularidade onde as noções de tempo e espaço perdem o sentido – algo difícil de imaginar.

Quando foram descobertos (Entrevista: Tânia Dominici)

John Michell, da Inglaterra, e Pierre-Simon, da França, usando as Leis de Newton sugeriram de maneira independente a existência de uma estrela invisível no final de 1790. Em 1915, a teoria da relatividade geral de Albert Einstein previa a existência de buracos negros. Em 1967, o físico teórico americano John Wheeler aplicou pela primeira vez o termo “buraco negro” para denominar esses corpos. Os primeiros indícios observacionais são da década de 1960. Atualmente, acredita-se que a maioria das galáxias tem um buraco negro no centro delas, como é o caso da nossa Via Láctea. Os astrônomos internacionais, utilizando os telescópios do European Southern Observatory (ESO) para monitorar o centro da Via Láctea, conseguiram provas conclusivas da existência do fenômeno. As trajetórias das estrelas orbitando aparentemente o vazio (veja vídeo impressionante) mostram que elas devem estar sujeitas à imensa atração gravitacional de um buraco negro, com uma massa de quase três milhões de vezes a do Sol. Até hoje, todas essas evidências são indiretas. Mas, em breve, deve ser possível (como pode ler na matéria ou saber mais aqui, em inglês).

Como nasce um buraco negro estelar (Entrevista: Tânia Dominici)

Existem três tipos de buracos negros com origens e papéis distintos na constituição do universo: os estelares, os supermaciços e os primordiais (ou miniburacos negros).

• Os supermaciços são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem possuir massas equivalentes a bilhões de estrelas como o Sol. Ainda não se sabe ao certo como são gerados, mas possuem papel fundamental na formação de estruturas e na evolução do universo.

• Os buracos negros primordiais são propostas teóricas. Eles teriam surgido no universo primordial, criados com o Big Bang a partir de flutuações na densidade da matéria. Esses buracos negros poderiam ter tamanhos subatômicos. Propostas mais recentes apontam que, se uma parcela deles não tiver evaporado, podem ser uma componente da misteriosa matéria escura.

• Os buracos negros estelares são os mais comuns e resultam dos estágios finais da vida de estrelas.

 

Buracos negros estelares (Entrevista: Tânia Dominici)

Nem todas as estrelas terminarão a sua vida como buracos negros. Apenas as de maior massa, que iniciaram sua vida com massas entre 25 e 100 vezes a massa do Sol (a massa do Sol é 1.98 x 1030 kg), devem se tornar um buraco negro. Entenda como uma estrela pode, curiosamente, vir a ser um buraco negro (em etapas):

1. A estrela nasce da contração de nuvens de poeira e gás no meio interestelar, a partir do momento em que a força gravitacional da matéria em direção ao núcleo é equilibrada pela força da radiação, gerada pela fusão de átomos de hidrogênio no seu centro.

2. Quando o hidrogênio no centro da estrela é todo consumido na formação de hélio, esses átomos começam a se fundir formando carbono e assim, sucessivamente, vão sendo criados elementos mais pesados. Durante essa evolução, as camadas mais externas da estrela sofrem processos de expansão.

3. Em certo momento, a estrela entra em uma fase evolutiva chamada de Wolf-Rayet, que se caracteriza pela variabilidade de brilho e deficiência em hidrogênio. A estrela é envolta por poeira e gás ejetados por ela própria devida à forte pressão de radiação.

4. A formação de elementos cada vez pesados continua no núcleo até que este chega ao ferro. Nesse ponto o núcleo da estrela sofre um colapso, no fenômeno conhecido como supernova.

5. Após a explosão da supernova, permanece um remanescente com grande massa. Sem o combustível que mantém a estrela gerando radiação para equilibrar a força gravitacional, a estrela implode sobre si mesma, dando origem ao buraco negro.

 

E o Hawking com isso?

Com o artigo recém publicado, o cientista britânico Stephen Hawking procura resolver o chamado por alguns pesquisadores “paradoxo da informação” – outros acreditam que não há “paradoxo” algum. Segundo George Matsas, Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp): “Usar a palavra paradoxo para descrever a perda de informação em buracos negros é totalmente imprópria, pois a perda de informação em buracos predita pelo efeito Hawking é totalmente compatível com a mecânica quântica e com a relatividade geral”. Saiba mais na matéria.

Veja pequeno documentário sobre a história da rua Augusta

Tenho um carinho muito grande pela rua Augusta, via da cidade de São Paulo, por vários motivos pessoais. Um deles diz respeito ao documentário “Augusta a 120/h”, realizado em 2003. Somado à monografia, o vídeo é o resultado do nosso – meu e de mais três amigas – trabalho de final de curso (faculdade de Jornalismo) quando, na ocasião, a cidade de São Paulo completava 450 anos. Foi a nossa homenagem para a querida Terra da Garoa.

 

Na época, o “Baixo Augusta” estava lotado de puteiros e “saunas”. Ratos passavam pelos nossos pés, mendigos nos ameaçavam, seguranças de portas de teatro nos impediam de gravar a via pública. Os porteiros das “casas de diversão” nos conheciam e nos cumprimentavam – passávamos o dia inteiro caminhando em busca de personagens e boas tomadas. Bons tempos.

 

Frequentamos todas as principais bibliotecas da cidade em busca do passado da rua. Assim, descobrimos que nosso trabalho era o primeiro a abordar apenas a rua Augusta. Uma pesquisa inédita e feita antes de mudar o perfil dos frequentadores do local. Apenas dois anos depois (em 2005), seria inaugurada a primeira casa noturna, o Vegas, que ajudou na mudança de perfil da região.

 

Divirta-se com o primeiro documentário realizado com o intuito de buscar a história da famosa rua – focamos nos anos 1960 quando os “brotos” saíam para paquerar na rua. O vídeo tem, apenas, cerca de 15 minutos. Boa sessão!
Obs.: O documentário tem menos de dez anos, mas repare como ele parece bem mais antigo! Na época, não existia Google Maps, por exemplo. Gravamos um mapa impresso. Incrível como a cidade e a tecnologia mudaram em tão pouco tempo.

Google Street View debaixo do mar

As imagens são tão incríveis que preciso compartilhar. O Google e a Universidade de Queensland, na Austrália, com o patrocínio do grupo multinacional de seguros Catlin, estão mapeando fotograficamente a Grande Barreira de Corais australiana, a maior do mundo com 2,3 mil km de comprimento. O objetivo do projeto, chamado Catlin Seaview Survey, é verificar os impactos do aquecimento global nesse ambiente marinho.

Nós, peixes fora d’água, podemos fazer um tour virtual pelo maravilhoso mundo do coral sem molhar um dedinho! As instituições disponibilizam as imagens no esquema Google Street View – Seaview (mar + vista) , pegou? – para qualquer ser humano que navegue na internet. Basta você clicar aqui e cair no mar australiano. Por enquanto, apenas sete pontos do coral estão disponíveis, mas 20 já foram fotografados. O grupo diz que irá publicar as imagens já tiradas – e quem sabe outras novas.

 

Se você tem medo de mergulhar ou curiosidade sobre como é a vida marinha, eis a chance. Não é a mesma sensação que pular no mar carregando um cilindro nas costas, mas dá para saciar a vontade. Além da página do projeto, os organizadores criaram um canal no Youtube – que tem, por enquanto, apenas um vídeo. Para saber mais informações sobre o projeto clique nos links: Catlin Seaview Survey, Universidade de Queensland, press release da Catlin Group, matéria na NewScientist e post no Guizmodo.

Como é mergulhar
Lembro do meu primeiro mergulho com cilindro como se fosse ontem: ponto Cagarras, Fernando de Noronha, 2009. Estava ansiosa no Porto Santo Antônio. Enquanto esperava o barco que nos levaria ao ponto de mergulho, com os cotovelos apoiados no encosto do banco de madeira, observava os siris indo e vindo com a maré no fundo do mar e jogava conversa fora com um forasteiro que se autodenominava “pirata”.

 

Ele morava em São Paulo e, a cada seis meses, seguia para a ilha da fantasia admirar seu animal preferido: a ave fragata. Durante o voo, a pirata aérea rouba o alimento de outros pássaros batendo na cabeça deles até regurgitarem o peixe pescado.

 

O céu da manhã continuava azul límpido pontilhado de próximas aves quando a embarcação aportou. Respirei fundo: a hora se aproximava. Sempre quis mergulhar. Era um sonho, mas ao mesmo tempo, um pesadelo. Sentia falta de ar só por pensar em permanecer debaixo da água presa a um cilindro que tem a metade do meu peso – mal eu sabia seria amarrado, na minha cintura, mais pesos. Mas a curiosidade, para variar, era maior que o meu receio.

 

Após navegarmos por menos de meia hora em direção a outras ilhas do arquipélago mais ao norte, o capitão desliga o motor. Chegamos. Paramos em frente a uma ilha rochosa. O mar estava calmo. O céu também. As aves. Vamos ao que chamam de “bastimo” guiado por instrutores. Tivemos uma breve aula em alto mar sobre mergulho e como proceder com os equipamentos. Beleza! Sou sorteada para ser guiada por um dos instrutores mais experientes – e bem humorados.

 

Vesti o macacão de borracha, os pés de pato, a máscara. O instrutor me ajudou a colocar um colete inflável, pesos na cintura e, por fim, o cilindro. A maioria dos marinheiros de primeira viagem saltaram em direção a água. “Quem garante que o colete suporta na superfície do mar o meu peso e mais o de todos esses equipamentos comigo?”, pensei. Não quis pular. Já na água, o instrutor me deu a mão e eu saltei sentada. Agora, vamos lá!

 

Estava tão tensa que nem reparei no azul profundo em minha volta. Segundos seguidos, fiquei eufórica. U-A-U. Aquele mundo, que só tinha visto em documentário ou da superfície com meu equipamento de snorkeling, se abria. Rapidinho, senti uma paz tomando conta do meu corpo e da minha mente.

 

O guia percebeu que eu não apertava mais a sua mão. Viu minha risada estampada. E me guiou por um mundo de corais que se fecham ao se aproximarem dos dedos, polvo vermelho arredio à nossa presença muito próxima dele, moreias verdes e coloridas ameaçadoras a menos de 30 cm de distância, tartarugas com comportamento parecido ao do filme “Procurando Nemo”.

 

Além da sensação de paz e segurança, o que mais me chamou a atenção foi passar despercebida pelos peixes e tartarugas. Eles não se assustavam com a nossa presença. Pareciam até chegar mais perto por curiosidade. Éramos peixes. Um novo mundo calmo e colorido se abria. Encantador.

 

Atingimos cerca de 15 metros de profundidade. Eu olhava para cima, via o paredão de pedra sobre mim e na superfície o sol refletido. Enquanto viajava naquela nova imensidão, o guia cobrava a subida. A meia hora passou como se fosse um minuto. Eu fazia que não com o dedo e a cabeça. Queria mergulhar mais… De nada adiantou teimar. Colete inflado pelo guia, superfície à vista. Bem que os instrutores alertaram: “Quando estiver lá embaixo, não vai querer subir”. E, assim, eu me apaixonei.

Mulheres são a maioria entre os novos médicos de Sampa

Glamurosas. O primeiro post do ano dedico a nós, mujeres! Segundo as inscrições de novos médicos no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), entre os 3.029 formandos em Medicina que se inscreveram em 2009, 1.645 (54%) são mulheres e 1.384 (46%) são homens.
“Tendo em vista tratar-se do quarto ano consecutivo com predomínio crescente das mulheres, a série histórica indica a tendência de feminilização da profissão médica no Estado de São Paulo”, diz o presidente do Cremesp, Luiz Alberto Bacheschi – também neurologista e professor da Faculdade de Medicina da USP.
De acordo com a instituição, em 2006 as moças começaram a dominar a Medicina – com 51,75% dos 3.030 novos registros profissionais. Desse dia em diante, o número de mulheres só aumentou: 52,78%, em 2007; e 52,96 %, em 2008. Há 30 anos, os machos representavam 66,43% das novas inscrições. Em 2000, o número já caía para 55,39%.
No entanto, entre os médicos em atividade, a presença dos homens ainda é majoritária. Dos 101.087 trabalhando no estado em janeiro de 2010, aproximadamente, 60% são homens. Segundo a instituição, o equilíbrio deve demorar mais de uma década para acontecer.
Agora, adivinha em quais especialidades há mais mujeres? Em Pediatria e Dermatologia – proporcionalmente, cerca de quatro vezes mais que os homens! Os machos prevalecem em Medicina Legal, Medicina Esportiva, Ortopedia/Traumatologia e Urologia. Hum.
Obs.: Não encontrei uma pesquisa que mostrasse como é a situação no Jornalismo brasileiro. Mas só de levantarmos o pescoço nas redações, intuimos. “É nóis”.

Pais conversam mais sobre drogas do que ciências nos EUA

Pais afirmaram que matérias como matemática e ciências são mais difíceis de discutir com os filhos do que falar sobre o uso de drogas, de acordo com pesquisa da Intel Corporation – aquela fabricante de chips – realizada nos Estados Unidos. Creio que aqui, no país tropical, não seja diferente.
Apesar de mais de 50% dos pais classificarem matemática e ciências como fundamentais para o futuro sucesso dos filhos, eles alegam desconforto para papear com os filhotes sobre essas matérias. Cerca de um quarto dos entrevistados dizem que a principal barreira é a própria falta de conhecimento dos próprios pais nessas disciplinas.
Na semana passada, a Avaliação Nacional do Progresso Educacional (NAEP, em inglês), revelou que menos de 40% dos alunos entre o quarto e o oitavo ano nos Estados Unidos são proficientes em matemática. Tô pasma, benhê. “A ligação entre as disciplinas de matemática e ciências e a inovação e competitividade americana está mais aparente do que nunca”, disse Shelly Esque, vice-presidente do Grupo de Assuntos Corporativos da Intel.
A pesquisa foi online, realizada entre os dias 23 e 28 de setembro de 2009, pela Penn Schoen and Berland Associates a pedido da Intel. Foram entrevistados 561 adultos com filhos entre 5 e 18 anos. A margem de erro é de cerca de 4.14%. Para saber mais, clique aqui, in english.

Mulheres identificam as emoções melhor que os machos

A-há! Pimenta no molho! As mulheres distinguem melhor do que os homens as emoções, especialmente, o medo e o desgosto. A conclusão é de um estudo realizado por Olivier Collignon e outros pesquisadores da Universidade de Montreal – Centre de Recherche en Neuropsychologie et Cognition (CERNEC).
Dessa vez, os cientistas não usaram fotos para analisar a reação dos 23 “cobaias” homens e mulheres, com idade entre 18 e 43 anos. Os pesquisadores contrataram atores e atrizes para simular o medo e o desgosto. Escolheram essas emoções porque acreditam que são mais relevantes à sobrevivência. Os “cobaias” deveriam dizer rapidamente o que sentiam ao ver as expressões e, ao mesmo tempo, ao ouvir os áudios compatíveis e não com as emoções representadas.
Bom, as mulheres responderam mais rapidamente – e correto – às emoções expressadas por outras mulheres. E, comparadas aos homens, processaram as emoções em maior velocidade. Apesar do resultado… a ideia não é mostrar a superioridade de nós, meninas lindas e gostosas e charmosas e inteligentes e modestas, sobre os homens. O intuito é relacionar as emoções com os gêneros e as doenças. Por exemplo: o autista, maioria homens, possui dificuldade no reconhecimento das emoções.
Eu, leiga, acredito que as mulheres percebem as emoções por necessidade, para entender os filhos e se relacionar melhor com o macho provedor. Além disso, porque é competitiva com outras mulheres. Nada melhor do que saber o que o “concorrente” sente para, em seguida, agir. O artigo está aqui, ó.

Cresce a incidência mundial de câncer de pulmão

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta: houve um aumento anual de 2% na incidência mundial de câncer de pulmão. Mais de 85% dos casos estão relacionados ao fumo e poderiam ser evitados com o abandono do tabagismo.
Em 2000, ocorreram cerca de 15 mil mortes devido à doença. Em 2008, o INCA estimava um número superior a 27 mil falecimentos – ou 19 casos novos a cada 100 mil homens e 10 em 100 mil mulheres.
O câncer de pulmão é o mais comum entre todos os tumores malignos. No Brasil, o responsável pelo maior número de vítimas. Isso porque, na maioria das vezes, seu diagnóstico é feito tardiamente. Por isso os médicos indicam a prevenção – não fumar.
“A quantidade de casos originados pelo tabaco é imensamente maior que outras causas isoladas, ou seja, sem história de tabagismo associado. Mas elas existem, tendo sua importância em contextos específicos como a poluição ambiental, exposição ao asbesto – amianto, usado para fabricar telhas – ou radiação”, diz Marcos Paschoal, membro da Comissão de Câncer de Pulmão da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Sintomas e tratamentos
Tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor torácica são as principais queixas que levam os pacientes ao consultório médico. Este pedirá uma radiografia do tórax. Se ele notar alguma anormalidade, pedirá mais exames para checar o problema. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Praticar yoga pode ajudar no combate à depressão

Um trabalho realizado pela pesquisadora Thais Godoy, do Instituto de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), demonstra que os efeitos da yoga melhoram os sintomas do humor e da qualidade de vida dos praticantes.
A pesquisadora constatou que 68% dos indivíduos do grupo de yoga apresentaram índice mínimo de depressão, enquanto, no grupo que não praticou, apenas 39% apresentaram melhora. Além disso, entre os praticantes de yoga, 76%, apresentaram grau mínimo de ansiedade, contra 7% do grupo de controle. O resto era ansioso!
O objetivo do estudo era verificar a eficácia da prática do yoga como um recurso terapêutico. Ela pode ser utilizado como terapia complementar por qualquer indivíduo ou ainda como um recurso para os tratamentos psicológicos ou psiquiátricos.
O cálculo foi realizado com 15 indivíduos de um grupo experimental de uma empresa e 15 do grupo de controle – nome para aqueles que não praticaram yoga. A idade dos participantes era entre 20 a 45 anos de idade. A aplicação do programa com as técnicas de yoga teve duração de três meses, com 50 minutos/aula.
“O yoga incentiva os praticantes a tomarem consciência de seu corpo e de suas tensões através de posturas físicas. Além disso, por focar o autoconhecimento, concentração e meditação, sua prática também pode contribuir para facilitar a autoconfiança e um sentimento pessoal de maior senso de controle e qualidade de vida”, afirma Ricardo Monezi Julião de Oliveira, professor do curso de pós graduação em Medicina Comportamental, do departamento de Psicobiologia da Unifesp.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse afeta hoje mais 90% da população mundial. Este fato preocupa a comunidade científica, uma vez que o ele está associado à ocorrência de diversas doenças como cardiovasculares, gastrointestinais, distúrbios do crescimento, câncer, depressão, distúrbios reprodutivos e doenças infecciosas.

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