Uma guirlanda ecológica de Natal
Gosto do Natal por passar momentos – bons, confusos, bagunçados, tudo junto ao mesmo tempo, sabe aquela situação bem família “trapo” e “buscapé”? – com meus parentes e meus amigos. Agora, decorar a casa para a data me pega, evito juntar badulaques. Como repete uma tia minha: “Menos é mais”.
Este é o primeiro Natal com minha “casa própria”. Portanto, expus todas essas chatas – eu sei – filosofias ao meu marido que, por obséquio, acabou cedendo. Porém, há um tempinho lembrei que uma amiga jornalista contou certa vez que gostava de fazer guirlandas com rolhas de vinho como passatempo. Hum. Detalhe: vinhos que ela própria teria degustado. A sua autopropaganda típica – a moça é bem humorada – ficou gravada na minha memória. Dia desses fiz o pedido.
Reciclagem na praia
Uma imagem para o sabadão. A cidade de São Sebastião espalhou lixeiras na beira e nos condomínios das praias – uma obrigação que todas as cidades deveriam cumprir. Agora, uma dúvida surgiu. Além da lixeira para materiais orgânicos, ela colocou algumas para a reciclagem de plástico. Poderia inserir de outras coletas seletivas. De qualquer maneira, a imagem é instigante.
Obs.: Olhe o Jundu em volta da lixeira aí, minha gente!
Onde reciclar as embalagens de longa vida?
Se a reciclagem não vai até você, você pode ir até ela. A pé, de preferência. Uma leitora do blog indicou este site que mostra qual lugar recebe embalagens de longa vida para reciclagem mais perto de você. Basta digitar o endereço que ele faz uma rota no mapa.
Eu testei capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. O mapa mostrou cooperativas, lugares que compram embalagens e pontos de entrega voluntária. Ao lado esquerdo do site, o link “outros materiais” leva à página da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). Lá, vale uma xeretada na parte “acesso rápido”, do lado direito.
Se onde você mora não há recolhimento de coleta seletiva pela prefeitura, a sugestão é fazer uma lixeira coletiva com os vizinhos. Uma vez por semana, leve o material para os pontos de recolhimento. Se tem gente que compra o “lixo”, dá até para ganhar um dinheirinho – bem pequenininho – e tentar reverter em algo para o prédio ou ao bairro.
Curiosidade: Você sabia que a tecnologia para separar o plástico, o alumínio e o papelão das embalagens de longa vida foi inventada no Brasil? Acredite se puder.
Papéis ao vento…
Pensei… antes de escrever este post… Na realidade, antes de confessar, pela primeira vez, que eu faço uma coisa que alguns poderiam considerar ridícula. Cá entre nós – que ninguém nos ouça: “Eu escrevo poesias, citações ou frases como ‘tenha um bom dia’ em papéis que por ‘n’ motivos não seriam utilizados pela reciclagem e os coloco dentro do ‘lixo’ de coleta seletiva”. Falei!
Tudo começou quando estava revendo algumas matérias jornalísticas minhas do passado. Ainda na faculdade, fiz uma reportagem para a TV Mackenzie sobre os catadores que trabalham em uma cooperativa instalada na Luz. Apurei, entrevistei, fiz a passagem – momento em que o repórter fala olhando para a câmera – e acompanhei a edição.
Durante a entrevista, os catadores contaram suas histórias de vida. A maioria deles se dizia muito feliz por ter um trabalho – lembro-me de um homem dizendo que, com o emprego, conseguia pagar o aluguel, ter onde morar. E, claro, entendiam que seu papel ajudava a preservar o meio ambiente. O que dava uma satisfação pessoal.
Aliás, que papéis lindos eles criavam! Além de separar o coletado para vender para as fábricas de reciclagem, eles produziam blocos, cadernos, folhas de papel reciclado. Indiquei para um primo. Que adorou e lá encomendou o convite de casamento – por sinal, bem mais barato do que as empresas cobravam. Noivas, anotem a ideia.
Passados alguns anos, separando o lixo para a reciclagem, tive uma luz. Ô bom humor! Escrevi algumas mensagens como “desejo um lindo dia” e coloquei na coleta seletiva. Discretamente. Sem ninguém em casa perceber. Repeti a ação outras vezes.
Será que alguém leu? Será que o recado tornou o dia da pessoa mais feliz? Será que estimulou a leitura no outro? Porque me senti sorrindo por dentro. Agora, percebo que isso remete a algo da Amélie Poulain. “São tempos difíceis para os sonhadores”, citaram durante o filme.
A crise financeira afetou o setor da reciclagem
Li muito sobre isso. De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a crise financeira em 2009 e 2008 prejudicou o setor da reciclagem. Mas a modo de quê?
O preço dos materiais recicláveis – aparas de papel, sucata de ferro e plásticos – é ditado pela Bolsa de Valores de Londres. Tratam-se de commodities classificadas como mercadorias primárias – ou matérias-primas – que têm seu preço cotado de forma global. Assim, os materiais recicláveis estão sujeitos às variações que as indústrias praticam ao redor do mundo – cotadas em dólar.
Segundo o MNCR, no Brasil, por exemplo, o preço do quilo de plástico caiu de R$ 1 para R$ 0,60, e o do plástico de garrafas pet, de R$ 1,20 para R$ 0,35. O quilo do jornal, dos papelões especiais e finos e dos papéis misturados e brancos também tiveram redução no valor. A reciclagem quebrou no Brasil, para o Movimento. Indústrias de beneficiamento fecharam as portas e demitiram. Ainda, hoje, o setor não se recuperou.
Essas informações constam no artigo “A crise financeira e os catadores de materiais recicláveis”, produzido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e publicado no último boletim Mercado de trabalho: Conjuntura e Análise, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Agora, veja só que problema. Estimativas do Movimento apontam que, no Brasil, 90% de tudo que é reciclado vêm das mãos dos cerca de 800 mil catadores. Eles atuam dentro de lixões a céu aberto ou organizados em cooperativas e associações. Quem precisou trabalhar mais para ganhar o mesmo? Os catadores.
Dia Sem Sacolas Plásticas
Gentem, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) escolheu o 15 de outubro como o Dia Sem Sacolas Plásticas. Então… o Ecoblogs, uma rede de blogs que se preocupa com o meio ambiente e da qual faço parte, lançou uma campanha: uma semana inteira sem sacolinhas! Topa?
Para te incentivar, lanço mão de algumas informações que apurei para uma matéria sobre sacolas plásticas. São elas:
- O plástico é comercializado no mundo há 60 anos;
- As sacolas plásticas se popularizaram nos anos 1980;
- Estima-se que o consumo mensal de sacolas plásticas em supermercados seja em torno de 18.000 milhões de unidades, no Brasil;
- Apenas 20% do plástico pós-consumo, o que equivale a 520 mil toneladas, é reciclado por ano no nosso país;
- Colocar em duas sacolas de supermercado o que poderia ser levado em três reduziria em 20% sua emissão de CO², segundo a ONG Iniciativa Verde.
Eu faço a minha parte. E você?
Pesquisa diz que 100% das administradoras do lar reutilizam sacolas plásticas
Uma pesquisa do Ibope encomendada pela Plastivida – Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos -, realizada com mulheres das classes B, C e D responsáveis pelas compras de seus lares, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas após as compras.
A pesquisa mostra que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as sacolas. De modo geral, elas usam as sacolas para: guardar alimentos, guardar roupas, calçados e documentos, acondicionar o lixo da cozinha ou o do banheiro, recolher fezes de animais.
Um problema é que as sacolas plásticas vendidas para serem usadas como saco de lixeira podem ser recicladas. E as sacolas oferecidas pelos supermercados, farmácias, etc, devem ser não-recicladas. Logo… Vale mais a pena levar uma sacola de tecido para fazer as compras e adquirir as já recicladas para guardar objetos e acondicionar o lixo. Quanto aos alimentos, aí sim, apostaria na “sacolinha de supermercado”. Ou em potes. Não sei o que seria melhor. Acho que potes duram mais…
Plástico oxibiodegradável talvez não seja uma boa ideia
Essa é para refletir. Os fabricantes de plástico oxibiodegradável dizem que a principal vantagem do produto é que ele se decompõe em 18 meses, sendo que a sacolinha plástica “clássica” demora no mínimo 100 anos. Até aí, lindo. Porém o que tenho discutido há tempos com muita gente do meio…
O diferencial do plástico oxibiodegradável é que ele se “esfarela” na decomposição. Por isso essa ação parece ser mais rápida. Bem, aí está o problema. Antes das bactérias e fungos mandarem a ver na decomposição, esses milhões de farelinhos já contaminaram a água, o solo e tudo mais.
E, se esse plástico for usado para a reciclagem… Estudos apontam que os produtos feitos com esse material duram menos. Já que a ideia é acelerar na decomposição. Eles podem quebrar mais facilmente, por exemplo. A solução parece ser, ao menos por enquanto, consumir menos plástico possível.













