Tenho um carinho muito grande pela rua Augusta, via da cidade de São Paulo, por vários motivos pessoais. Um deles diz respeito ao documentário “Augusta a 120/h”, realizado em 2003. Somado à monografia, o vídeo é o resultado do nosso – meu e de mais três amigas – trabalho de final de curso (faculdade de Jornalismo) quando, na ocasião, a cidade de São Paulo completava 450 anos. Foi a nossa homenagem para a querida Terra da Garoa.
Na época, o “Baixo Augusta” estava lotado de puteiros e “saunas”. Ratos passavam pelos nossos pés, mendigos nos ameaçavam, seguranças de portas de teatro nos impediam de gravar a via pública. Os porteiros das “casas de diversão” nos conheciam e nos cumprimentavam – passávamos o dia inteiro caminhando em busca de personagens e boas tomadas. Bons tempos.
Frequentamos todas as principais bibliotecas da cidade em busca do passado da rua. Assim, descobrimos que nosso trabalho era o primeiro a abordar apenas a rua Augusta. Uma pesquisa inédita e feita antes de mudar o perfil dos frequentadores do local. Apenas dois anos depois (em 2005), seria inaugurada a primeira casa noturna, o Vegas, que ajudou na mudança de perfil da região.
Divirta-se com o primeiro documentário realizado com o intuito de buscar a história da famosa rua – focamos nos anos 1960 quando os “brotos” saíam para paquerar na rua. O vídeo tem, apenas, cerca de 15 minutos. Boa sessão!
Obs.: O documentário tem menos de dez anos, mas repare como ele parece bem mais antigo! Na época, não existia Google Maps, por exemplo. Gravamos um mapa impresso. Incrível como a cidade e a tecnologia mudaram em tão pouco tempo.
Em princípio, as fêmeas são XX e os machos XY. Além dessa discreta diferença, nós, mulheres, possuímos alguns bilhões de neurônios a menos. Nada de muito importante, já que nossas ligações cerebrais são imensamente mais eficientes que as deles. Também somos cheirosas, aplicadas e não precisamos mais dos homens para nos reproduzir. Então, vou provar que ciência é coisa de mulher. Que é fácil. E, ainda por cima, muito atraente.
Expediente
Sou jornalista com pós-graduação em divulgação científica. Cresci em um ambiente de cientistas malucos. Até pensei em ser inventora, mas não deixaria minha outra paixão, o jornalismo. Aqui, combino o útil ao agradável. Tem dúvida, crítica ou sugestão? Não se acanhe: isisrnd @hotmail. com !
Escrevi um livro de poesias infantis para meninas - unidas venceremos! Chama-se "Castelo de Letrinhas", baixe aqui para ler. Vale lembrar que ele está registrado no Escritório de Direitos Autorais (EDA). Bons sonhos!