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Hugo Chávez continua a fazer suas trapalhadas no governo da Venezuela. E tudo que ele consegue fazer é demonstrar que o seu Socialismo do Século XXI é só uma reprise dos piores episódios das políticas latino-americana e  mundial do século passado.

Hugo Chávez continua a envergonhar a América Latina com seu “Socialismo do Século XXI”. E é uma pena que muitos venezuelanos (e muitos líderes esquerdistas latinos) caiam nos truques do caudilho vermelho. Certamente, isso só é possível por que tais pessoas não devem ter estudado a História. Hugo Chávez é uma figura tão anacrônica, tão retrógrada que guarda semelhanças com os dois grandes ditadores do século passado: Adolf Hitler e Josef Stálin.
Como o führer alemão, Chávez é um militar frustrado, que vive procurando culpar os outros pelos problemas de seu governo. Tal como Stálin, Chávez é um líder paranóico, que acredita que a menor crítica já é um rumor de golpe de Estado. Chávez, enfim, é como todos os ditadores: um homem fraco e cínico. E sua política está, no mínimo, quarenta anos atrasada.
E, tendo aprendido as lições de Fidel e Mao, Chávez fecha redes de TV privadas — canais por assinatura, que não dependem de concessão pública — por que tais veículos negam-se a transmitir seus discursos longos e enfadonhos, exatamente à moda de Fidel. Em vez disso, tais canais insistiam em mostrar aquilo que Chávez mais teme e que não entra nos seus discursos: a Venezuela da vida real, a Venezuela com apagão e inflação.
Tinha que ser o Chávez mesmo!
A tal da Revolução Bolivariana, movida pelo Socialismo do Século XXI, comete todos os erros cometidos pelas ditaduras latino-americanas do século passado. Desestimula a iniciativa privada, espanta investidores estrangeiros, fecha mercados e controla preços para (tentar) controlar a inflação, desvaloriza a moeda para “proteger a indústria venezuelana”, o que por sua vez, dispara o custo de vida e afunda a economia.
E a cereja desse bolo de trapalhadas é o infame apagão que, como todo brasileiro sabe, não é causado por excesso de banhos ou por muleques jogando aquela coisa maligna chamada Playstation. É culpa do governo — um governo que, como todos os governos autocráticos e radicais, parece incapaz de reconhecer a realidade em que se encontra. E que, como uma autêntica ditadura, não quer que os venezuelanos abram os olhos, mesmo que eles já sintam a realidade na pele.
Chávez promete “aprofundar a revolução” em resposta aos protestos da oposição (que ainda existe, embora já não tenha poder político). Como já deu pra perceber, o Socialismo do Século XXI não é nada novo, então não é difícil prever os próximos movimentos de Chávez:
  • ditadura do proletariado (reeleição infinita de Hugo Chávez) OK;

  • censura à imprensa OK;
    bloqueio da internet (falta pedir uma ajudinha pra China — em troca de petróleo, é claro);

  • queima de livros e obras consideradas subversivas (na verdade obras realistas como A Revolução dos Bichos);

  • adoração do líder supremo, no caso, Hugo Chávez (falta só eliminar a oposição);

  • expropriação e estatização das propriedades rurais (com consequente queda na produção agrícola, o que forçaria a um aumento das importações para que a revolução não morra de fome);

  • planificação econômica (leia-se: incentivo à inovação burocrática e sufocamento da livre iniciativa econômica, técnica e científica);

  • expurgos de militares, perseguições, extermínios e campos de trabalhos forçados a todos os opositores e dissidentes, mesmo os suspeitos;

  • trabalho rural compulsivo para a burguesia urbana (aí é que a agricultura entra em colapso);

  • guerra patriótica (possivelmente contra a Guiana, que seria um alvo muito mais fácil do que uma Colômbia cheia de narco-guerrilheiros e bases americanas);

  • Se tudo der errado, é só culpar qualquer estrangeiro, de preferência os americanos (que eles invejam).

É realmente uma pena que a Venezuela, que já foi um dos poucos refúgios democráticos neste continente, esteja nas mãos de um caudilho vermelho. Quer dizer: Viva a democracia venezuelana! (por que se não, você vai pro paredón).
Tal como o Chaves, o Hugo também vive de reprises. A diferença é que os erros repetidos do Chávez não têm a menor graça, mesmo com a claque forçada dos venezuelanos chavistas.
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