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James Joseph Sylvester (1814-1897) era um brilhante matemático inglês mas, de acordo com diversas fontes, também foi um poeta de pé quebrado. O Dictionary of American Biography [Dicionário de Biografia Americana] informa delicadamente que “a maioria dos versos originais de Sylvester mostravam mais ingenuidade que senso poético.”
O que lhe faltava mesmo era variedade. Um livro de poesias de Sylvester, Spring’s Debut: a Town Idyll, contém 113 versos — todos eles rimando com in. Felizmente, tal livro foi impresso apenas para seu autor. Pior ainda foi considerado “Rosalind”, um poema de 400 versos no qual todos rimam com o nome da personagem-título. 
Em Teaching and History of Mathematics in the United States [Ensino e História da Matemática nos Estados Unidos], Florian Cajori conta que certa vez Sylvester foi convidado a recitar “Rosalind” no Instituto Peabody, em Baltimore, onde o matemático poeta trabalhava como professor no começo dos anos 1880.

Entretanto, J.J. começou lendo todas as notas de rodapé explicativas — para não ter que interromper o ritmo do poema — e percebeu, tarde demais, que apenas essa introdução havia lhe tomado uma hora e meia. “Depois,” conclui Cajori, “ele leu o poema em si para o que sobrara da sua audiência.”

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