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Em 1960, o graduando de Cambridge Ron Hall anunciou uma descoberta que ele chamou — bastante  obvia e modestamente — de Lei de Hall: “Para qualquer grupo suficientemente grande de pessoas, o número médio de iniciais possuídas pelos membros de tal grupo é uma medida direta da classe social predominante do grupo.”
Com a ajuda daquela maravilha tecnológica chamada computador, Hall fez uma análise da aristocracia inglesa e percebeu que os duques têm, em média, quatro nomes; os marqueses, 3,96; condes, 3,92; barões, 3,53; baronetes, 3,49; viscondes 3,41 e cavalheiros geralmente têm apenas 3,06 iniciais.
Entre os exemplos contemporâneos Hall citava J.S.B.L., John Selwyn Brooke Lloyd (1904-1978), então Ministro do Exterior do Reino Unido e H.T.N.G., Hugh Todd Naylor Gaiskell (1906-1963), então líder da oposição britânica.
Casos mais notáveis são os do Honorável Almirante Reginald Aylmer Ranfurly Plunket-Ernle-Erle-Drax (R.A.R.P-E-E-D., 1880-1967), filho mais novo do Barão de Dunsany e comodoro durante a II Guerra Mundial e do Major Leone Sextus Denys Oswolf Fraudatifilius Tollemache-Tollemache de Orellana Plantagenet Tollemache-Tollemache (L. S. D. O. F. T-T. de O. P. T-T, 1884-1917), que tombou de gripe na I Guerra Mundial e possivelmente teve o mais longo sobrenome inglês.
Embora não haja nobreza nos Estados Unidos, a pesquisa repercutiu na imprensa americana. Um dos jornais foi particularmente irônico em relação a Mr. Tollemache-Tollemache de Orellana Plantagenet Tollemache-Tollemache: “Seria interessante saber como os pais do major o chamavam em seus anos de meninice.”
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