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O halloween está chegando e com ele, as abóboras esculpidas e iluminadas. Mas pra que desperdiçar comida para fazer um jack-o’-lantern quando pode haver uma alternativa mais limpa e tecnológica? Ou você nunca ouviu falar de abóboras de plástico? 
Talvez inspirado pelas árvores-de-natal artificiais, Jeffrey A. Chapman (de Phoenix, Arizona) criou e patenteou essa alternativa em 14 de março de 1995. A linguagem do resumo da patente é tão pateticamente artificial quanto a invenção que descreve:
A invenção está no campo dos itens de cavidade tridimensional e sua manufatura. Particularmente, itens como abóboras artificiais que o consumidor deseja esculpir ou alterar após a compra. Aqui se expõe uma novidade em termos de artigos moldáveis, como uma abóbora de Hallo-ween artificial, composta de uma casca de poliuretano cercando substancialmente (sic) um volume interior e com uma tênue cobertura elastomérica, como um acrílico, na superfície externa da casca. O artigo escavável pode ser formado por um processo inventivo no qual a espuma de material poliuretano, sendo uma matéria com uma densidade nominal de cerca de 2,5-3,0 libras por pés cúbicos, é borrifada de um bico rotativo a partir do interior de um molde. Após a separação do artigo de espuma poliuretana e o molde, o produto é coberto com uma cobertura elastomérica, como um material acrílico que é aplicado como líquido. Assim, os inventivos artigos, incluindo aqueles feitos de acordo com o processo inventivo, pode ser usado como um um item oco tridimensional inovador em várias formas. Adicionalmente, o artigo inventado, como as abóboras de Halloween (sic) são moldáveis, reutilizáveis e podem ser usadas com uma fonte de luz.

Entre as justificativas registradas na patente nº. 5.397.609, Mr. Chapman afirmou que, “embora sejam úteis para exposição” as lanternas de Halloween artificiais da concorrência são “tipicamente feitas de papel, cerâmica, plástico fino e macio”. Por isso mesmo, “não são adequadas à modelagem ou seguras para o uso com lâmpadas.” Um de seus objetivos é justamente esse de “honrar a festiva tradição de moldar abóboras”.

No entanto, o tradicionalismo do inventor do Arizona para por aí. Segundo ele, o problema com as abóboras que se compram na quitanda é que elas são “percíveis e, portanto, apodrecem após um tempo.” Mr. Chapman também considera o mau-cheiro e a bagunça criadas pelo uso da alternativa natural. Talvez ele simplesmente não goste de abóboras e, no fundo, nem do Halloween que tanto afirma defender.

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