adínaton (a.dí.na.ton)
s.m. Retór. perífrase que denota impossibilidade ou absurdo: “A terra subirá onde os Céus andam, / O mar abrasará os Céus e terra, / O fogo será frio, o Sol escuro, / A Lua dará dia e todo mundo andará ao contrário de sua ordem” (Antônio Ferreira, “A Castro”, ato I, III) [do grego “adýnaton” = “coisa impossível”, “impossibilidade”]

Os adínatons diferem da antítese pela completa impossibilidade de realização das imagens que cria. A antítese contrasta; o adínaton reduz ao absurdo. Dividir por zero, por exemplo, seria um adínaton matemático. Essa figura de linguagem não é exclusividade da linguagem retórica ou poética. Também são adínatons expressões do dia-a-dia: “quando as galinhas criarem dente”; “procurar pelo em ovo (ou chifre em cabeça de cavalo)”. Antônio Ferreira (1528-1569) é poeta português do Renascimento, sendo considerado o ‘Horácio’ lusitano.

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