Em 1993, eu participei de uma conferência de arte e tecnologia, Ars Electronica, em Linz, Áustria. Lá, minha ex-aluna do pós-doutorado, Pattie Maes, deu uma palestra intitulada “Porque a Imortalidade é uma Ideia Morta”. Ela tomou todas as pessoas que haviam previsto publicamente o download de consciências para o silício e plotou as datas de suas previsões junto com o momento em que elas [as pessoas] fariam setenta anos de idade. De modo nada surpreendente, os anos batiam em todos os casos. Sete décadas após o nascimento dos indivíduos, a tecnologia estaria prontinha para permitir aos seus profetas a transferência de suas consciências para um computador. Exatamente bem a tempo! Cada um devia pensar, de si mesmo, como seria incrivelmente sortudo por estar no lugar certo e na hora certa. — Rodney Brooks, Flesh and Machines [Carne e Máquinas], 2003

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