Black and white Horus

Há muito que não temos um enigma, mas o de hoje é realmente intrigante. Diferente da maioria dos problemas anteriores, este não exige cálculos e talvez nem mesmo lógica. O enigma está numa carta enviada pelo leitor R. Acland-Troyte ao editor do Spectator, onde foi publicada na p. 17 da edição de 2 de fevereiro de 1895. Acland-Troyte estava justamente em busca de uma resposta para o comportamento enigmático de um cão:

SIR, — Conhecendo seu amor pelos animais e o interesse frequentemente mostrado em suas colunas por seu comportamento, eu ouso vos enviar a seguinte história que ouvi recentemente de uma testemunha ocular e pergunto se quaisquer de vossos leitores pode lançar alguma luz sobre o possível objetivo do cachorro. O cachorro em questão eram um Scotch terrier. Um dia, foi observado que ele ia a um canto do jardim a carregar em sua boca, muito gentil e ternamente, um sapo vivo. Ele prosseguia até deixar o sapo sobre uma jardineira e logo começava a abrir um buraco na terra, mantendo um olho no sapo para que ele não escapasse. Se ele se afastasse mais que alguns pés dele, ele o pegava de volta e em seguida retomava seu trabalho. Após abrir o buraco até certa profundidade, ele colocava o sapo, ainda vivo, lá no fundo, e prontamente jogava a terra cavocada de volta ao buraco, e o sapinho era enterrado vivo! O cachorro, então, saía do canto do jardim e voltava com outro sapo, que era tratado da mesma maneira. Isso ocorreu em mais de uma ocasião; de fato, sempre que encontrasse sapos, ele se ocupava enterrando-os vivos. Agora, os cães geralmente têm alguma razão no que fazem. Qual pode ser a razão do cão em enterrar sapos vivos? Não parece que ele os tenha exumado para obter uma refeição. Se, sir, vós ou vossos leitores puderem lançar qualquer luz sobre esta curiosidade, eu ficaria, em nome dos desconfortos dos sapos e do comportamento do Scotch terrier do meu amigo, agradecido. — R. Acland-Troyte

Outro leitor tentou dar uma explicação a Mr. Acland-Troyte na edição da semana seguinte do Spectator. Essa explicação não me parece muito convincente e, mesmo que cães realmente não precisem ter razões para seus atos, eu precisava de um enigma.

Dessa vez, porém, não vou fixar prazos para apresentar a resposta que tenho. Quero ver suas teorias.

Divirtam-se.

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