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Uma das habilidades mais desenvolvidas pelos alunos de pós-graduação – incluindo este que vos escreve – é reclamar.

Achamos a vida de pós-graduando difícil, reclamamos dos horários muitas vezes malucos, da falta de reconhecimento, do pagamento injusto, da carreira concorrida na academia e da falta de desenvolvimento em P&D no Brasil para absorver os mestres e doutores formados. E apesar de muitas dessas reclamações serem válidas, gostaria de deixar um aviso: hoje (09/05/2012) às 14h Ana Amália Tavares Bastos Barbosa defende sua tese de doutorado “Além do corpo: uma experiência em arte/educação”.

“E daí?”, alguns podem perguntar. Começo a resposta pela imagem abaixo:

Ana Amália com seus alunos (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Ana Amália sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e está paralisada faz 10 anos. Dependendo apenas de movimentos de seu queixo interpretados por computador, ela ensina arte para crianças com paralisia cerebral, pinta e, não satisfeita, desenvolveu um doutorado na Escola de Comunicação e Artes da USP.

Portanto, faça como eu farei de hoje em diante. Quando começar a entrar na espiral “pós-graduando desgraçado”, lembre-se dela, OK?

Fontes:

Mulher paralisada há dez anos por derrame defende tese de doutorado (Folha.com)

Escola de Comunicação e Artes (USP)

 

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