Método infalível para nunca perder na Mega-Sena

Folheando outro dia uma dessas revistas femininas de R$ 1,99, encontrei um catálogo de livros de venda pelo correio que, em meio a ofertas vibrantes e de alto valor sociológico-cultural, como Faça a Sua Macumbinha, Amarre o Amor com os Orixás e O Grande Livro Negro Capa de Aço de São Cipriano (aliás, aqui cabe um mea culpa: vivo tirando sarro de pregadores evangélicos, dizendo que Senhor Jesus cura câncer e dá casa própria, mas não ensina português; pois é, não é só o Cordeiro que se detém na barreira da gramática; o Orixá também), havia o Manual da Mega Sena e as Apostilas da Lotomania.
Pelo que deu pra entender da descrição dos livros que aparece no catálogo (não, não comprei nenhum: isso, só com verba da Fapesp), eles trazem análises e tabelas de frequência de números sorteados, e tiram algumas conclusões esotéricas do fato. Mas, quais conclusões poderiam ser essas?
Bom, digamos que determinadas dezenas apareçam com mais frequência do que outras na série histórica de Mega-Sena (que acumula mais de 1.000 sorteios já realizados). E daí?
Isso pode dar margem a duas interpretações: (a) os números “repetidos demais” são uma aberração probabilística, e portanto em breve devem parar de ser sorteados (para manter a média), logo não se deve jogar neles; ou (b) as bolinhas usadas no sorteio não são todas exatamente iguais — algumas talvez sejam uns poucos miligramas mais pesadas que as outras — e esse efeito aparece na repetição dos números, logo deve-se jogar neles.
(Adendo: como o João Carlos notou nos comentários, as bolas realmente usadas na Mega-Sena são trocadas a cada cinco concursos, o que, em tese, evitaria qualquer espécie de favorecimento consistente a uma dezena específica ao longo de uma série comprida de sorteios. Mas a troca não garante, apenas torna improvável um viés nos resultados finais de longo prazo. E até aí, a Mega-Sena em si já é um negócio improvável pra burro, mesmo…)

Agora, quando o mesmo dado — uma flutuação na frequência esperada das dezenas — sugere dois cursos de ação mutuamente excludentes, é óbvio que alguma coisa está errada. O melhor a fazer é observar um número suficientemente grande de sorteios e ver qual o fenômeno que se confirma — digamos, sequências de sorteios onde determinadas dezenas aparecem muito, seguidas por sequências onde não aparecem, o que sugeriria flutuação estatística com regressão para a média; ou o surgimento, consistente, de dezenas que aparecem quase sempre.
(Apostar contando com a regressão para a média é um método conhecido como Martingale, e tem a contraindicação de que, geralmente, o apostador vai à bancarrota antes que a regressão ocorra)
Afinal, qual a probabilidade de uma dezena qualquer, das 60 presentes no cartão, estar entre as seis sorteadas?
Curiosamente, ela é até alta: 30%. Isso quer dizer que, a cada três ou quatro apostas que você fizer, na média em pelo menos uma delas você deve acertar pelo menos uma dezena. É por isso que o governo não paga nada para quem acerta um número só. É fácil demais.
Sabendo que a Mega-Sena já realizou mais de mil sorteios, qual a chance de um número já ter sido sorteado? Isso é 1 menos chance de ele nunca ter sido sorteado, que é 0,7 elevado à milésima potência. Minha calculadora simplesmente se recusa a fazer a conta: pra ela, a subtração dá exatamete 1, ou 100%.
Ou seja, se houver alguma dezena que ainda não saiu, a bolinha dela provavelmente está cheia de hélio e fica flutuando em direção ao alto da gaiola. Evite jogar nesse número.
E quanto a repetições? Um conceito muito usado por cientistas é o da significância estatística: basicamente, quando os resultados de um experimento têm uma probabilidade menor de 5% de terem acontecido por acaso, aceita-se que, em princípio, pode haver um efeito real ali. Muita gente defende que essa marca da significância baixe para 1%, mas ficando nos 5%: quantas vezes uma dezena teria de ter saído, ao longo de mil concursos, para podermos concluir que ela realmente é favorecida?
Bom, cada dezena tem uma chance de cerca de 50% de ter aparecido mais que 300 vezes, mas apenas 5% (4,5%, na verdade) de ter aparecido 325 vezes ou mais. Então, aí está: se você achar um número da Mega-Sena que saiu mais de 325 vezes em mil concursos, isso é cientificamente significativo: há uma chance de que ele seja favorecido por alguma peculiaridade física da bolinha onde está estampado.
(Para confirmar isso é preciso reproduzir o experimento, o que envolveria esperar mais mil concursos e ver se a tendência se mantém. Para quem não está com pressa…)
Claro, isso ajuda a escolher uma dezena; ficam faltando cinco. Além do quê, continua em aberto a questão de quando o número favorecido vai mesmo sair: se a chance dele aparecer for de, digamos, 32%, sobre os 30% dos demais, pode ser necessária uma longa sequência de apostas para que se possa tirar proveito do fato.
Então, qual o método infalível para nunca perder na Mega-Sena? Não jogar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Discussão - 13 comentários

  1. Osvaldo Balbino disse:

    Olá, alguem sabe como é feito o sorteio das bolinhas de megasena? qual é a sequencia de sorteio das unidaes que formam as dezenas? e quando sai na primeira unidade a bola 6 o que é feito nas proximas sequencias para que nao saia novamente na primeira unidade a bola 6, porque o jogo acaba com a dezena 60… eu acho.

  2. mendigo disse:

    parem de sonhar,nunca ninguém vai acertar na mega sena,quando o caminhão da mega sena sorteia os numeros,esses numeros já estavam celecionadas.o computador é tão eficiente que já sai as 6 dezenas que não sairam,dai eles pegam uma delas e poe pra ser sorteado,ou pra acumular ou pra sair pra algum laranja,que normalmente eles matam dizendo que foi a amante,o pai,o patrão etc…diga pra si mesmo:EU IRIA INVENTAR UM JOGO PARA QUE OS OUTROS GANHASSEM?antes pra mim doque para os outros não?

  3. paulo sergio gomes disse:

    olá.tenho os 60 numeros da mega sena divididos em duas de trinta em 38 linhas (de trinta cada)garantindo 100% de uma quina e diversas quadras.mas naõ consigo fazer o desdobramento dos numeros. podem me ajudar poooooor favoooooooorrrrrr.aguardo resposta.

  4. Mendes G. Cardoso disse:

    Fechamentos – A maneira mais fácil de ganhar prêmios !
    Fechamento em loterias, é um agrupamento de uma certa quantidade de números, que garante uma premiação mínima se determinadas condições forem atendidas. Para um melhor entendimento, vamos demonstrar alguns exemplos utilizando o padrão: V-K-T-M=B . Cada letra dessa simbologia tem um significado e uma função específica. Observe abaixo a representação de cada parâmetro:
    V= quantidade de números que serão utilizados no fechamento
    K= quantidade de números que aparecerão em cada cartela ou volante
    T= representa a garantia mínima de premiação
    M= é a condição necessária de acerto para garantia do parâmetro T
    B= é quantidade de volantes gerados no fechamento
    Imagine que você queira jogar na mega-sena utilizando dez números, e queira que este fechamento garanta no mínimo uma quadra se você acertar 5 dezenas. Utilizando o padrão V-K-T-M=B a simbologia desse fechamento seria a seguinte: 10-06-04-05=7
    O primeiro parâmetro (V) que é 10 , serão as dez dezenas que utilizaremos para demonstrar esse fechamento :
    01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
    Observe que o segundo parâmetro (K) é 06 – isso porque cada volante terá 6 números marcados
    Observe que o terceiro parâmetro (T) é 04- isso porque queremos garantir no mínimo 1 quadra se as condições do fechamento forem atendidas.
    Observe que o quarto parâmetro (M) é 05- Essa é a condição que terá que ser atendida para o fechamento ser premiado, ou seja, neste fechamento você terá que acertar no mínimo 5 dezenas das bolas sorteadas para ter a quadra garantida em 100%.
    Por ultimo o parâmetro (B) é 7- Significa que serão necessários 7 volantes para utilizar este fechamento.
    Abaixo está nosso jogo 10-06-04-05=7 desdobrado : 01 02 03 04 06 09
    01 02 04 06 09 10
    01 03 04 06 09 10
    01 04 05 06 07 09
    01 04 05 06 08 09
    01 04 06 07 08 09
    02 03 05 07 08 10
    Obviamente você não vai utilizar dezenas seqüêenciais, este é apenas um exemplo para que você possa testar e entender.
    Um segundo exemplo …
    Imagine agora que você queira fechar também 10 dezenas, só que agora ao invés de precisar acertar 5 dezenas, vamos dizer que você não tenha muita sorte e que necessite de uma ajuda maior do fechamento, ou seja, que você acerte apenas 4 dezenas para se garantir a quadra. Neste caso o fechamento precisará de mais volantes. Lembre-se, quanto mais fechado o fechamento, maior será a quantidade de volantes.
    Utilizando o padrão V-K-T-M=B a simbologia desse fechamento seria a seguinte: 10-06-04-04=20
    Abaixo está nosso jogo 10-06-04-04=20 desdobrado :
    02 03 05 06 07 08
    01 03 07 08 09 10
    01 02 04 06 08 09
    01 02 03 04 05 10
    04 05 06 07 09 10
    02 03 04 06 07 10
    01 03 04 05 07 09
    02 03 04 08 09 10
    01 02 05 07 08 10
    03 05 06 08 09 10
    01 02 03 06 07 09
    02 04 05 07 08 09
    01 03 04 05 06 08
    01 02 05 06 09 10
    01 04 06 07 08 10
    02 03 04 05 06 09
    01 05 06 07 08 09
    01 02 03 06 08 10
    03 04 05 07 08 10
    01 02 04 07 09 10
    No jogo acima, qualquer combinação de 4 números que seja sorteada entre as 10 escolhidas, pelo menos 1 quadra estará garantida em um dos 20 volantes do fechamento.
    Existem algumas fórmulas para se calcular mínimos teóricos de matrizes, o próprio Inimuga faz esse cálculo, porém, todas são imprecisas. A que mais se aproxima da realidade para desdobramentos do tipo t=m é a fórmula Schonheim:
    C(v,k,t) >= ((v/k) * C(v-1,k-1,t-1))
    Onde:
    C = Quantidade de blocos necessários
    V = Total de dezenas da matriz
    K = Tamanho dos blocos (qtd de dezenas do bilhete)
    T = Garantia
    M = Condição
    Por convenção, a variável M só aparece nos desdobramentos quando a garantia é diferente da condição (t>m).
    C(v,t,k,m)
    Quando garantia e condição são iguais, podemos ignorar o valor de M da mesma maneira da descrita na fórmula.
    C(v,t,k)
    Observe também que você precisaria ter em mãos com antecedência o numero de blocos da matriz C(v-1,k-1,t-1) para poder calcular a sua em questão.
    Usando um exemplo real de uma C(17,5,3,3) e aplicando a fórmula, teremos:
    C(17,5,3) >= (17/5) * C(16,4,2) ou —> C(17,5,3,3) >= (17/5) * C(16,4,2,2)
    C(17,5,3) >= 3,4 * 20
    C(17,5,3) >= 68
    Obviamente, o resultado pode variar de acordo com a quantidade de blocos da matriz C(v-1,k-1,t-1), quanto menor sua C(v-1,k-1,t-1), menor será o resultado final.
    Você pode utilizar a mesma fórmula para calcular matrizes do tipo t>m, usando: C(v,k,t,m) >= ((v/k) * C(v-1,k-1,t-1,m-1)), mas os resultados já começam a ficar mais imprecisos..
    Muitos mínimos matemáticos já foram alcançados por matemáticos de várias partes do mundo. Todavia, é necessário não só que se conheça as fórmulas dos mínimos, como também é necessário saber usa-las corretamente. O primeiro passo é saber que essas fórmulas geram números posicionais. Isto é: Como se trata de fórmulas, os números posicionais devem ser substituídos pelos números de sua livre escolha. Para fazer as substituições dos números é necessário que se tenha conhecimento de programação e análise de sistemas quando de pretender fazer muitos jogos.
    É imperativo saber também que estas fórmulas só garante os resultados a que se propõe. Qualquer acerto adicional as garantias mínimas é obra do mero acaso ou tecnicamente falando, da probabilidade estatística aleatória aplicada. Também é verdade que não existe nada mais eficiente para se formular jogos do que o uso dos mínimos matemáticos quando se sabe usar estes mínimos corretamente. Saber usar os mínimos matemáticos corretamente implica inclusive, mas não só isso, na necessidade do formulador dos jogos saber do grau de desequilíbrio que todas as fórmulas trazem em si, e saber corrigir esse desequilíbrio. Isso, se o formulador dos jogos pretender obter com precisão prêmios maiores que os mínimos assegurados. Vejam um exemplo do que estou falando:
    A Caixa Econômica Federal informa no verso dos cartões da Mega-sena por exemplo, que a relação para se garantir uma quina é 1:154.000 combinações, considerando todos os números de 01 a 60. Contudo, se o formulador do jogo tomar como base a fórmula: C60,4,3 se 6 = 1328, fórmula essa que garante o acerto de terno em todos os sorteios da mega-sena com apenas 4 dezenas, ele verá que somente 1.100 combinações lhe permite gerar jogos com 3 dezenas pares e 3 dezenas impares. Se o resultado de qualquer sorteio da mega for com 3 pares e 3 impares, então esse apostador só terá 1.100 jogos para concorrer com 16.483.600 combinações. Se por outro lado o resultado do sorteio ocorrer com qualquer uma das outras 6 possibilidades de sorteio a desproporção é ainda mais crítica, eliminando tecnicamente qualquer chance do apostador vir a ganhar qualquer prêmio.
    Portanto, o formulador de jogos mesmo fazendo 16.483.600 apostas, se ele optou pela estratégia de 3 dezenas pares e 3 impares, mas o resultado for qualquer outro dos 6 possíveis no sorteio, então esse formulador de jogos já saberá de antemão, que ele não acertará as 6 dezenas em hipótese alguma.
    Espero ter ajudado um pouco na compreensão dos mínimos matemáticos.
    Mendes, G. Cardoso

  5. Igor Santos disse:

    Comentário recebido ontem no meu blogue no wordpress, sobre o mesmo assunto:
    já ouvi falar em um frasco de gelo seco que borrifado sobre várias bolas poderia dar uma sequência de números.

  6. Kitagawa disse:

    “Esse negócio de padrões nos sorteios, porém, é balela”
    Há alguns anos acompanhei um amigo até a lotérica para jogar na acumulada. Não costumo jogar, mas não custava nada fazer uma fézinha e acabei joguando 1 real. Descobri que há anos esse meu amigo faz os mesmos jogos, sempre. Um deles é o 1-2-3-4-5-6. Noutro, os numeros na cartela formam um X. “Não vão dar nem a pau”, eu disse. Mas ele retruca, obviamente: a probabilidade é a mesma de qualquer outra combinação. Ok. Fiz o meu jogo e expliquei meio que de gozação “como se ganha”, evocando os tais padroes ocultos: os numero não podem estar uniformemente espalhados na cartela, sempre há dois ou 3 numeros muito proximos, etc, etc.
    Resultado surpreendente: acertei na quina. Claro que não acho que tenha sido pelos tais “padroes”, foi sorte simplesmente. Mas é uma chance em mais de 200mil! Coisa de louco.

  7. cretinas disse:

    Oi, Kim!
    Se me lembro bem, a quadrilha da Mega sena comprava brilhetes premiados para lavar dinheiro — tipo, o cara faturava R$ 2 milhões no narcotráfico, aí pra explicar a grana pro imposto de renda ela apresentava o bilhete.
    Quanto aos jogos com muitos números, os amigos do seu amigo estavam certos: ao fazer um jogo de 10 dezenas (que custa uns 400 reais), um grupo de amigos tem a chance de faturar 1 sena, 24 quinas e 90 quadras; ou, mesmo perdendo a sena, 5 quinas e 50 quadras (dados do site da Caixa). Esse negócio de padrões nos sorteios, porém, é balela.
    Já o retorno ao investimento é um cálculo um pouco mais complicado, que envolve a chance de acertar, o custo da aposta e o prêmio esperado. Não é de todo impossível jogar racionalmente na Mega Sena, mas para valer a pena o prêmio tem de ser muito alto e, numa loteria pública, sempre há o risco de não se ganhar sozinho — quantos bolões de 10 dezenas haveria por ai? — e ter-se de dividi-lo com várias outras pessoas, o que neutraliza a perspectiva de lucro.

  8. Kim disse:

    Um amigo disse que, quando trabalhava em uma empresa de informática, tinha clientes que rodavam simulações para saber em que números jogar na Mega-Sena. Segundo eles, o negócio era ganhar nas quadras e quinas, mas com bastantes jogos para retornar o investimento. Diz que existem “padrões” ocultos, como nunca saírem extremidades juntas, coisa assim.
    Isso me deixou a pensar: quanto dinheiro sai nesses sub-prêmios? E o que que foi essa quadrilha da Mega-Sena que o Olaf comentou?
    (Se for para rodar simulação, sou mais a Esportiva, que tem previsibilidade)

  9. Cara…
    Tivemos a ideia de caçar os mesmo paraquedistas! Legal que mesmo assim tivemos ideias diferentes de abordagem do tema!!
    Veja lá:
    http://www.tecnoclasta.com/2009/08/26/formula-infalivel-para-ganhar-na-megasena/

  10. Olaf disse:

    Depois que a PF pegou a quadrilha da mega-sena no ano passado nunca mais jogo naquela merda. Lavagem de dinheiro pura.

  11. Joâo Carlos disse:

    Us Orixá é tudo africano, fiaco… Num vai querê qui elis fale purtuguês diretcho, né?…
    Mas a questão do sorteio da Mega-Sena é um pouquinho mais complicada… Para começo de conversa, são dez bolas para as unidades e cinco para as dezenas (“00″, por convenção, equivale a “60″). E as bolas são trocadas a cada cinco sorteios. Então, qualquer vício nas bolas, supostamente não dura mais do que cinco concursos seguidos.
    Mas realmente exitem dois métodos infalíveis para ganhar um dinehirão com a Mega-Sena:
    1 – Seja a Caixa Econômica Federal; ou
    2 – Escreva um Manual para os otários comprarem…

  12. Dånut disse:

    aushasuh
    Adorei o final. Belo texto :)

  13. Igor Santos disse:

    Boa! Vai chover paraquedistas aqui.
    E, como diz um amigo meu: “Ganhar na Mega-Sena é pura sorte. Eu prefiro economizar meu dinheiro porque, sorte por sorte, acho o bilhete premiado na rua.”

Envie seu comentário

Categorias

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM