1. 1. O Papa-Léguas não pode ferir o Coyote, exceto pelo “beep-beep!”
  2. 2. Nenhuma força externa pode lesar o Coyote — apenas a sua própria inépcia ou os defeitos dos produtos Acme.
  3. 3. O Coyote poderia parar a qualquer momento — se ele não fosse um fanático. (Lembre-se: “Um fanático é alguém que redobra seu esforço quando se esquece de seu objetivo” — George Santayana)
  4. 4. Nunca, jamais diálogo algum, exceto “beep-beep!”
  5. 5. O Papa-Léguas deve ficar na estrada — de outro modo, logicamente, ele não poderia ser chamado de road runner.
  6. 6. Todas as ações devem ser confinadas ao ambiente natural dos dois personagens — o deserto do sudoeste americano.
  7. 7. Todos os materiais, ferramentas, armas ou utensílios mecânicos devem ser obtidos da Acme Corporation.
  8. 8. Sempre que possível, faça da gravidade o pior inimigo do Coyote.
  9. 9. O Coyote é sempre mais humilhado do que ferido por seus fracassos.

“Os cartoons Road Runner and Coyote são reconhecidos e aceitos por todo o mundo.” — escreve o diretor e criador de Wile E. Coyote, Chuck Jones em seu livro de memórias, Chuck Amuck (1999) — “Talvez a falta de diálogo seja uma razão. Se você quer rir, pode fazê-lo a qualquer tempo, seja em Dinamarquês, Francês, Japonês, Urdu, Navajo, Esquimó, Português ou Hindi. ‘Beep-Beep!’ é o Esperanto da comédia.”

O décimo mandamento, que Mr. Jones talvez tenha esquecido de citar, deve ser esse: “Ao introduzir a trama, não se esqueça de sempre (re)apresentar os personagens com os nomes populares acompanhados de uma pseudocientífica nomenclatura binomial em latim macarrônico.”

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