Na sala do professor de Física, Mr. Gault, há uma visita e um estagiário. A visita é o Dr. Pillbot, um psiquiatra interessado na questão da vida inteligente na quarta dimensão. O estagiário é o jovem Harper, um matemático discretamente ambicioso que sonha com um prêmio para quem resolver a misteriosa barreira de estresse enfrentada por arranha-céus com mais de 150 andares.

Enquanto o ranzinza e magrelo Prof. Gault e o baixinho e gorducho Dr. Pillbot discutem sobre a possibilidade de vida extradimensional e se ela seria de alguma forma acessível, Harper trabalha — ou melhor, finge que trabalha. Ele deveria estar revisando alguns cáculos para o Prof. Gault, mas em vez disso está escrevinhando aquilo que seu chefe considera um monte de “rabiscos absurdos”. Por outro lado, o Dr. Pillbot acredita que Harper deve ser um cara “iluminado”, com uma noção intuitiva da quarta dimensão e que merece ter sua mente meticulosamente estudada.

No canto da sala, há uma estátua maluca que Harper fez às escondidas com material de modelagem do Professor. O que pode acontecer quando seus rabiscos e seu modelo forem descobertos? Que mal pode haver em levantar um recorte de papel sobre uma bancada? Será possível que aqueles rabiscos chamem a atenção de um Ente Quadridimensional? Quais seriam as consequências desse contato?

Parte integrante da curtíssima obra — formada por apenas cinco contos — de um autor interessante porém obscuro chamado (ou conhecido como) Graph Waldayer, O Escrevinhador Quadridimensional é uma tradução do conto The 4-D Doodler, publicado originalmente na revista Comet Stories de julho de 1941.

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