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Os russos têm complicadas regras de tráfego, embora este seja extraordinariamente pequeno em comparação com o nosso e não é fácil obter caderneta de motorista. Isso quer dizer, entre outras coisas, que as embaixadas estrangeiras dependem quase inteiramente de choferes russos. Muito poucos americanos em Moscou lograram passar no exame soviético para motoristas. Entre outras coisas, o candidato deve ser aprovado por todo um quadro de médicos, que inclui um oculista, um cardiologista, um especialista da região dorsal e um examinador dos reflexos das solas dos pés. Tem de resolver problemas de tráfego com miniaturas de carros numa superfície que se assemelha a um tabuleiro de parcheesi e provar que é capaz de montar e desmontar um motor. Os acidentes de tráfego são questões sérias para todos e os culpados são severamente punidos. Se o motorista arranha o guarda-lama de algum automóvel, pode ter a licença cassada por um ano e se três infrações, perde-a definitivamente. Por razões de segurança, não se permitem mais de duas pessoas no banco da frente. Em fins de 1956, dois funcionários de um hospital de Podolsk embriagaram-se, apoderaram-se de uma ambulância e saíram a divertir-se com suas mulheres. A ambulância colidiu com um ônibus e mais tarde atropelou e feriu dois pedestres. O motorista da ambulância abandonou o veículo e fugiu. Foi apanhado e condenado a vinte e cinco anos de prisão. — GUNTHER, John. A Rússia por dentro. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1959. pp. 23-24.

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