Mais recomendações de um cara que só descobriu animações e séries orientais em 2017

Eu deveria ter falado dos primeiríssimos animes que vi e gostei na coluna passada, mas acabei me esquecendo. Também fiquei de dar recomendações de doramas coreanos. Dessa vez temos histórias de alquimia e filosofia  steampunk; contos de contadores de história do Japão de meados do século XX; os romances irrealizados de Makoto Shinkai e transplantados de uma novelinha coreana, uma comédia de erros publicitários e duas abordagens distintas sobre viagens no tempo com resultados semelhantes.

Animes

Fullmetal Alchemist: Brotherhood (2009 | 64 episódios | Crunchyroll) — Como aconteceu com alguns animes, eu torcia o nariz para este título por motivos de: alquimia. O que me levou a mudar de ideia foi uma tarde entediada das últimas férias de verão, quando vi Fullmetal Alchemist: The Conqueror of Shamballa, um longa de animação da franquia FMA. Foi só então que percebi o quão sedutora é a história dos irmãos Edward e Alphonse Elric, que vivem no começo do século XX de uma realidade alternativa meio mágica meio steampunk, onde a alquimia tem ares de ciência. Sua lei mais importante é a da troca equivalente: para conseguir obter algo, é preciso oferecer outra coisa de igual valor em troca (um pouco como a Lei da Conservação de Massas da Química e da Lei de Ação e Reação da Física Clássica). Essa magia científica também tem seus limites e o maior dos tabus é a transmutação humana, a tentativa de ressuscitar alguém — e é exatamente isso que Ed e Al tentam fazer ainda crianças, depois que a mãe deles morre.

O resultado é catastrófico: embora Al perca o corpo e Ed, uma perna, a mãe não se materializa. Para salvar o irmão, Ed acaba tendo que sacrificar um braço, o que lhe permite fixar a alma de Al numa armadura. A partir daí, Edward se torna um alquimista federal, um soldado especializado em poderes alquímicos — no seu caso, relacionado à manipulação de metais, o que lhe rende o cognome de Alquimista de Aço do título. Assim, ao longo de uma saga enorme (que conta também com mangás, uma série animada de 2003, outros OVAs e um live-action recém-lançado no Japão), acompanhamos Ed e Al em sua busca pela pedra filosofal, que seria capaz de restaurar seus corpos. Ao lado deles, Winry Rockbell (a mecânica de automail, as próteses de aço de Ed), o ambicioso coronel Roy Mustang (que domina o fogo), o fortão e vaidoso major Armstrong e o capitão Hughes Maes, adorado por todos e com uma família igualmente adorável. Contra eles estão os homúnculos, criaturas humanoides superpoderosas inspiradas nos sete pecados capitais como o Gula, a Inveja, o Preguiça, o Führer King Bradley (a Ira). Mais do que combates de superpoderes, porém, FMA é uma história profundamente filosófica, que lida com questões como mortalidade, dilemas éticos típicos da ciência contemporânea (deveríamos criar vida artificial? ressuscitar mortos? como lidar com tecnologias que podem ter aplicações militares?) e, como bem explica o vídeo abaixo, com o conceito de zen da filosofia budista. Apesar disso, a obra da Hiromu Arakawa (talvez a mulher mais bem-sucedida do mundo dos animes) não é muito densa e entre os dilemas, dramas e lutas há bastante espaço para momentos cômicos: as explosões de raiva do Ed ao ser chamado de baixinho, o Al sendo considerado erroneamente o Alquimista de Aço por sua armadura, a inutilidade do col. Mustang sob chuva e os ataques de fofura do grandalhão do Armstrong. Gostei tanto, de fato, que pela primeira vez na vida comprei alguns volumes de mangá (e percebi o quão rápida é a leitura desse tipo de material).


ERASED (2016 | 12 episódios | Chrunchyroll) — Fullmetal Alchemist tem lá seus momentos bem tristes, mas o primeiro que achei verdadeiramente de chorar foi esse, adaptado do mangá Boku Dake ga Inai Machi (lit. A cidade onde só eu não existo, 2012-16), de Kei Sanbi. A história gira em torno de Satoru Fujinuma, entregador de pizza que sonha em ser mangaká e tem o dom de prever pequenas tragédias — como o atropelamento de uma garotinho — com alguns minutos de antecedência, o que lhe dá margem para agir e evitá-las. Quando uma tragédia maior ocorre — o assassinato de sua mãe, Sachiko — Satoru, visto como principal suspeito, sofre um revival em larga escala. Em vez de viajar no tempo em alguns minutos, ele se vê de volta à infância, em 1988. Naquele ano, sua colega de classe Kayo Hinazuki, filha de uma mãe solteira violenta, desapareceu e foi encontrada morta alguns dias depois do início do ano letivo. Satoru, então, busca evitar que isso aconteça pois suspeita que o criminoso desse caso é um serial killer e o mesmo que vai matar sua mãe. Alternando entre o passado e seu presente, em 2006, Satoru vê-se atormentado pelas mudanças temporais, pelas difíceis escolhas que tem que fazer para realizar objetivos que, como sempre ocorre em histórias de viajantes do tempo, nem sempre se concretizam conforme o planejado. Seu único apoio é Airi Katagiri, colegial e colega de trabalho na pizzaria, que testemunha seu ato de heroísmo ao salvar a criança do atropelamento e vai protegê-lo da polícia quando ele se vê de volta ao presente. Não é surpresa que ERASED tenha feito tanto sucesso de maneira tão rápida — o que pegou o público de surpresa foi a recém-lançada adaptação para live-action produzida pela Netflix (que ainda não comecei a ver).


Descending Stories: Showa Genroku Rakugo Shinju (2016-17 | 2 temporadas | Chrunchyroll) — Esse é difícil de resumir, mas talvez seja melhor começar explicando o título por partes: gênero típico do teatro japonês, o rakugo é “um monólogo onde o ator, sentado sobre uma almofada no centro do palco, representa situações com diversos personagens, que são diferenciados pela voz, pelos gestos e pelo uso do leque (único objeto permitido em cena); espécie de sitcom de um homem só” como eu expliquei há alguns meses. Showa é o nome que se dá ao período histórico compreendido entre 1926 e 1989, marcado pelo reinado do imperador Hirohito e acontecimentos como a II Guerra, os bombardeios atômicos e o renascimento do Japão. Genroku é outro nome histórico, que se dá ao intervalo entre 1688 e 1704, quando começou a surgir o rakugo. Shinju é suicídio duplo. Esta série, portanto, envolve atores de rakugo de estilo tradicional, se passa na Era Showa e pode (ou não) ter um duplo suicídio. Deve ser mais fácil entender o que é o rakugo observando essa cena, onde o personagem Sukeroku (mais sobre ele depois) apresenta a história do sonho de um pescador pobre:

Dado esse contexto, a história começa nos dias atuais, quando o ex-presidiário Kyoji resolve recomeçar a vida como intérprete de rakugo e, para isso, busca a orientação Yakumo Yurakutei ou Kikuhiko (a mudança de nomes artísticos é comum e frequente no mundo teatral japonês, o que pode ser um pouco confuso), chefe da associação de rakugo e principal ator do gênero. A partir de então acompanhamos a longa carreira de Kikuhiko, que remonta a meados dos anos 1940, quando o rakugo ainda era um entretenimento popular. Perfeccionista e tradicionalista, Kiku-san era amigo e rival de Shin ou Sukeroku, jovem de estilo rebelde que tenta modernizar o gênero (e cuja exuberante performance vimos no vídeo acima; o estilo de Kikuhiko, bem mais sintético, pode ser apreciado no vídeo abaixo). Os dois se envolvem num triângulo amoroso com uma ex-gueixa, Miyokichi, com quem Sukeroku acaba tendo uma filha, Konatsu. Quando seus pais morrem, Konatsu acaba adotada por Kikuhiko, que se torna um velho amargo e não a aceita como sucessora, o que o leva, mesmo a contragosto, a passar seus conhecimentos para Kyoji ou Yotaro. Baseado em mangá homônimo (2010-16) de Haruko Kumota, Descending Stories é um prato cheio para quem quer conhecer o mundo das artes dramáticas do Japão num período que vai de meados do século passado aos dias atuais. Por envolver um gênero cômico, também é uma boa maneira de conhecer o humor japonês (e foi isso que me chamou a atenção inicialmente). Embora seja um anime repleto de histórias-dentro-de-histórias por ser baseado em teatro, a trama se desenvolve de um jeito mais simples do que parece: a primeira temporada começa com a chegada do ex-presidiário e mergulha num longo flashback que retrata o início da carreira de Kikuhiko enquanto a segunda nos apresenta a carreira de seu aprendiz e sucessor, Yotaro.


OVAs

São um tipo especial de anime, que geralmente fazem a adaptação de um material original (um mangá, por exemplo) num episódio único, de média duração. Episódios extras de séries também se encaixam nesta categoria.

O Jardim das Palavras (Kotonoha no Niwa | 46 min | 2013  | Netflix) — Na edição passada desta coluna, eu disse que Bungo Stray Dogs foi o primeiro anime que vi, mas essa é uma meia-verdade. BSD foi a primeira série; o primeiro anime que vi e gostei mesmo foi esse, escrito e dirigido por Makoto Skinkai. Trata-se de um delicado conto romântico, que conta a história do envolvimento entre um jovem de 15 anos, Takao Akizuki e uma moça de 27, Yukari Yukino. Os dois se conhecem num dos abrigos do Jardim Nacional Shinjuku Gyoen, numa manhã chuvosa. Aspirante a designer de calçados, Takao mata as aulas da manhã no jardim para desenhar sapatos enquanto Yukari parece simplesmente estar sempre ali. Ao longo do chuvoso verão japonês, os encontros vão se repetindo enquanto os dois começam a trocar confidências. Ou quase, já que quem se abre mais é Takao pois Yukari esconde sua verdadeira profissão — professora — prejudicada por problemas pessoais. Em meio à chuva, à beleza dos jardins e a uma boa trilha sonora, acompanhamos um bom desenvolvimento dos personagens e da trama que culmina numa repentina separação quando Takao descobre a verdadeira identidade de Yukari, que o rejeita porque ela está prestes a se mudar. Diferente da maioria dos OVAs, O Jardim das Palavras fez o caminho inverso: primeiro veio a animação e depois o mangá. Comprei o mangá depois de ver o anime na expectativa de encontrar algum aprofundamento ou algo inédito, mas fiquei frustrado: o mangá é praticamente uma versão impressa da animação, talvez fiel demais até.


5 centímetros por segundo (Byōsoku 5 Senchimētoru | 63 min | 2007 | Netflix) — Segundo anime que vi e outro conto de amor irrealizado de Makoto Shinkai, cujo título é uma referência à velocidade da queda das flores de cerejeira. E é a observação de flores de cerejeira caindo que, ainda no ensino fundamental na Tóquio dos anos 90, faz Takaki Tono se aproximar de uma aluna recém-transferida, Akari Shinohara. Os interesses em comum de ambos leva a uma amizade íntima, posta à prova quando os dois se mudam: primeiro a família de Akari vai para uma cidade vizinha; mais tarde é Takaki que será levado pelos familiares para viver do outro lado do país. Quando percebe que a troca de cartas começa a falhar e que será cada vez mais difícil ver o crush, o garoto enfrenta uma longa viagem (com tempestade de neve e tudo) para ver a menina, entregar-lhe uma carta e se declarar pra ela. Corta para o fim do ensino médio: a essa altura Takaki é um terceiranista em Tanegashima, onde fica uma base do programa espacial japonês e onde mora Kanae Sumida. Kanae sempre teve uma quedinha pelo Takaki mas ele ainda não esqueceu a Akari e portanto não lhe manda sequer um “Oi, Sumida“. O rapaz parece manter um relacionamento por e-mail com a namoradinha do fundamental mas a verdade é que ele não chega a mandar as mensagens que escreve. No ato final, voltamos a Tóquio mas agora é 2008: Takaki é um programador enquanto Akari está prestes a se casar com outro cara. Deprimido pelo fim de um relacionamento e um pedido de demissão, Takaki volta a se lembrar de Akari, que encontra uma velha carta dele entre seus pertences. Ambos sonham um com o outro e lembram-se da vontade que tinham de voltar a ver cerejeiras em flor juntos. No entanto, isso não se concretiza: o casalzinho tem um encontro efêmero demais às margens de uma via férrea e parecem se contentar com isso. Se em O Jardim das Palavras temos um amor que morre sufocado por segredos e diferenças de idade, aqui o amor morre de inanição: palavras não-ditas, mensagens não trocadas e a resignação diante do afastamento imposto pela distância física. Existe um mangá (em dois volumes), também produzido e lançado após a animação, mas eu ainda não o li.


K-dramas

Das teledramaturgias do leste asiático, as que mais tem me agradado vêm da Coreia do Sul. Apesar das diferenças culturais, os k-dramas parecem ser mais universais que os doramas japoneses e às vezes até têm um quê de novela brasileira. Se não, vejamos:

Nine: 9 Times Time Travel (나인: 아홉 번의 시간여행 ou Nain: Ahob beonui Shiganyeohaeng | 2013 | Netflix) — Uma história de amor e sucesso profissional interrompida por um câncer. Um crime do passado mal-resolvido. Um médico famoso mas pouco ético. Uma mãe enlouquecida, um pai e um irmão falecidos. Um cenário exótico, num misto de ficção-científica e misticismo. E muitas, muitas viagens. Se parece um resumo de uma novela global da Glória Perez, você está enganado — a não ser, é claro, que haja uma Glória Perez sul-coreana. Nine conta a história de um âncora de telejornal bem-sucedido, Park Sun-woo (Lee Jin-Wook), que aproveita uma viagem ao Nepal de sua equipe de jornalistas para resolver o mistério do desaparecimento de seu irmão, Park Jung-woo (Jeon No-min). Enquanto isso, a repórter Joo Min-young (Jo Yoon-hee) espera conquistar o coração do chefe, por quem tem um amor não-correspondido há anos. Após saber que o irmão morreu no Himalaia e voltar à Coreia, Sun-woo descobre duas coisas: que está com um câncer no cérebro e que o irmão havia descoberto um misterioso conjunto de incensos antes de falecer. Com uma curtas expectativa de vida pela frente, ele parte para o ataque em mais de um front: denuncia a conduta antiética do Dr. Choi Jin-cheol (Jeong Dong-hwan), renomado pesquisador de células-tronco e desafeto do seu pai e finalmente declara-se para Min-young. Aos poucos, ele passa a ter alucinações que envolvem viagens temporais e pouco importa se isso é efeito de seu câncer encefálico ou do incenso aparentemente mágico descoberto pelo irmão: Sun-woo aproveita e traça um ousado plano para trazer de volta à vida Jung-woo e o pai, evitando o enlouquecimento da mãe, Son Myung-hee (Kim Hee-Ryeong). Como toda história de viagem no tempo (vide ERASED), as coisas não saem exatamente como planejado — e é justamente por isso que os 20 episódios desse dorama são tão envolventes. Talvez o único defeito dessa novelinha coreana (que me fez lembrar d’O Clone) seja a duração dos capítulos, que têm cerca de 1 hora, mas esse tempo não é bem administrado pelos roteiristas: o clímax e o fim de cada episódios não coincidem e o gancho criado nem sempre é o melhor possível.

Em tempo: a página da AsianWiki deste dorama contém um trio de trailers de Nine, mas são todos sem legenda (nem em inglês!) e, ao meu ver, pecam por aparentemente focar apenas na história de amor entre Sun-woo e Min-young, deixando de fora o que mais me interessou: as viagens no tempo de um jornalista moribundo e suas consequências.


Beating Again (순정에 반하다 ou  Soonjunge Banhada | 2015 | Netflix) — Diz a nossa sabedoria popular que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E Kang Min-ho (Jung Kyoung-Ho) vai descobrir isso da maneira mais surpreendente possível. Filho do fundador de uma fabricante de cosméticos, a Hermia, Min-ho não herdou o império quando seu pai morreu por ser muito novo. Com tempo de sobra e muita determinação, ele passa anos arquitetando um plano de vingança contra o CEO usurpador, seu tio Kang Hyun-Cheol (Park Young-Gyu). Depois de anos no exterior, ele volta com fama de investidor-abutre implacável: Min-ho toma o controle de empresas, quebra-as e lucra com isso. Do outro lado da disputa estão dois funcionários fieis da Hermia, a secretária Kim Soon-Jung (Kim So-Yeon) e o advogado Lee Joon-Hee (Yoon Hyun-Min). Noiva do doce (literalmente, porque ele adora pirulitos) detetive Ma Dong-wook (Jin Goo), Soon-Jung tem a vida virada pelo avesso quando o noivo morre atropelado e o arrogante Min-ho dá o golpe na empresa. Só que nem tudo sai como planejado para o novo CEO: quando está prestes a consumar sua vingança, seu coração falha a tal ponto que necessita de um transplante. É aqui que a trama fica interessante: numa reviravolta digna de Manoel Carlos, Min-ho recebe o coração do detetive Ma e, aos poucos, passa a agir como ele, demonstrando paixões inéditas como o gosto por pirulitos, a compaixão pelos empregados da firma e o amor por Soon-Jung. Enquanto isso, o mocinho Joon-hee vai revelando um lado cada vez mais sombrio e uma paixão doentia pela secretária, que se vê enredada num triângulo amoroso que não deseja (daí o título original e sem-graça, que significa apenas Caindo de Amores pela Soon-jung; outro título alternativo e que considero sem graça é Falling for Innocence). Há um toque de comédia quando a personalidade dos personagens começa a mudar, mas talvez o principal atrativo desse dorama seja sua excelente mistura de trama corporativa, mistério policial e romance, desenvolvida de maneira intensa e inteligente em apenas 16 episódios (cerca de 1 hora cada).


Agência Improviso (질풍기획 | Ready for Start | 2016) — Com medo de perder hora para entrevista de estágio numa agência publicitária, Kim Byeong-cheol (Baek Sung-hyun) aparece cedo. Bem cedo. Tipo, umas dez horas antes do marcado, à meia-noite. É assim que começa essa webcomédia sul-coreana, baseada nas tirinhas do cartunista Lee Hyun Min sobre o cotidiano (con)corrido de uma agência de publicidade (que a Netflix fez muito bem em batizar de Agência Improviso). Em meio aos trotes que recebe como calouro (parece que maltratar estagiários é um passatempo universal), Byeong-cheol tem que lidar com uma rotina de longas horas-extras, um encontro com um homem suicida e um publicitário considerado um deus vivo, além das tretas com Song Chi-sam (Lee Ki-chan), veterano que não se cansa de lhe pregar peças. A vida do chefe, Jo Hyung-cheol (Choi Byung-mo), também não é fácil: worakholic, ele vive pensando tanto no trabalho que acaba esquecendo o dia do aniversário de casamento. Quando ele percebe, tenta resolver tudo tão apressadamente que acaba se atrasando mais ainda e, pra variar, sai da agência tarde da noite e leva um bolo da esposa (literalmente). Com 12 episódios curtíssimos, que não passam de 10 minutos, é o k-drama mais divertido que já vi e rende boas gargalhadas ao caricaturar o mundo da publicidade com boas atuações e efeitos especiais divertidos.


Apesar da série de textões que virou esse post, tudo isso ainda é uma fração do que vi e considero recomendável. Como estou gostando de escrever essas resenhas e ainda tenho muito a apresentar, Animes que me animam vai virar uma coluna fixa. Só não posso garantir uma frequência determinada, mas gostaria de tentar manter algo mensal. Estou aberto às recomendações dos leitores, que podem fazer suas indicações pelos comentários. Até o próximo volume!

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