Cadê o orientador?

Nesta última sexta feira presenciei umas das cenas mais estranhas da minha vida acadêmica e que gostaria de compartilhar com vocês… Mas antes, algumas considerações…

Formei em biologia pela UFMG no final de 2010. Como fiz a opção de cursar a licenciatura, não tive que fazer monografia. Lá somos avaliados por um portfólio com reflexões sobre a nossa prática durante as três disciplinas de estagio. Fazemos uma apresentação desse trabalho em sala de aula mesmo, como um semanário para o professor da disciplina e os demais colegas. Não tem toda a pompa que esta envolvida na apresentação de uma monografia.

Os colegas do bacharelado, por outro lado, devem desenvolver um TCC que pode ser de revisão bibliográfica ou um trabalho experimental. Ambos devem ser feito sob a supervisão de um professor orientador. Quando da avaliação desse trabalho as notas eram dadas pelo professor da disciplina de TCC, pelo orientador e pelo professor da banca – tanto para o trabalho escrito quanto para a apresentação. Apesar de a norma dizer que durante a arguição o orientador não pode se manifestar, ele estava ali, presente.

Pois bem, no dia 01/06/12 fui prestigiar a monografia de uma amiga. Ela estuda em uma faculdade particular e, portanto, fez seu trabalho experimental em um centro de pesquisa – logo, ela tinha 2 orientadores: um professor da faculdade de origem e o pesquisador que a orientou na execução dos experimentos. Qual não foi a surpresa minha e de outras pessoas quando ficamos sabendo que nenhum dos orientadores estaria presente na apresentação dela? No início cheguei a achar que era uma brincadeira… mas não, era sério.

É mais ou menos por aí...

É um caso de descaso dos orientadores em relação aos orientados? Em caso afirmativo, a aluna fez por merecer ou é displicência do orientador?

Cheguei a comentar sobre isso no twitter antes de sair para a defesa, e chegaram a me questionar até mesmo se isso não invalidaria a defesa da monografia. Não sabia como responder e também achei melhor não comentar sobre esta possibilidade com minha amiga- temeroso de que ela pudesse ficar ainda mais nervosa e assim não fizesse uma boa apresentação.

Pois quando cheguei ao local, a defesa anterior ainda não havia terminado – eu entrei na sala e durante a arguição pude ver que o orientador da apresentadora também não estava presente – parece-me que ele foi, mas foi embora no inicio da apresentação.

Isso realmente me deixou meio chocado. Como assim para a faculdade a presença do orientador não é necessária durante a defesa do aluno? A meu ver, a função do orientador vai além de ler e corrigir um trabalho, e defendo fortemente, a presença dele ali para dar apoio ao apresentador. O TCC é geralmente a primeira participação do aluno na participação de um projeto grande e em uma defesa formal – a participação do orientador não estaria ali apenas para acalmar o aluno, mas defendê-lo e apoiá-lo, afinal o orientador tem participação ali naquele trabalho e tem uma base teórica maior que o aluno ali presente, o que lhe permite fazer ponderações e conexões que talvez o aluno ainda não esteja apto.

Mas as coisas não param por aí. Foram marcadas quatro defesas seguidas, cada uma durante 50 minutos (20 de apresentação + 15 minutos de arguição para cada um dos dois membros da banca) – detalhe, as apresentações foram no período noturno.

A coordenadora do curso era quem presidia a sessão ela permitiu que os membros da banca se alongassem em suas arguições. O resultado disso foi algo que vi como uma grande falta de respeito a todos os presentes:

Minha amiga era a última a apresentar e, devido ao adiantado da hora (a monografia anterior ainda estava sendo avaliada) a coordenadora interrompeu a banca para que minha amiga pudesse apresentar. Mas a professora ressaltou que só estava fazendo isso em respeito à avó da minha amiga que estava ali presente. E mais, ela iria apresentar naquele dia, mas a arguição seria transferida para a semana seguinte.

Oi?

Sim, isso mesmo! Ela argumentou que o momento da arguição é muito importante para o crescimento do aluno (concordo!) e que por isso ela permite que a banca extrapole o tempo. O problema disso é muito claro! E se ela sabe que atrasa, inclusive permite que esse atraso ocorra e mais, tem ciência de que o atraso ocorrendo à última monografia tem a data alterada naa hora da apresentação, ela teria que marcar menos monografia para o dia – ou impedir os atrasos ou deixar 1 ao invés de 2 avaliadores.

Fiquei extremamente chocado com o acontecido, e chego a me perguntar, qual a justificativa para se fizer uma monografia com apresentação formal e tudo mais, mas a própria faculdade parece estar pouco se importando para que isso ande de forma correta? Parece que a exigência é feita só para constar e acaba perdendo algo ode seu glamour acadêmico.

No inicio desse semestre cursei uma disciplina de apresentação de trabalhos acedêmico-científicos e a professora contou de uma banca que ela assistiu ou participou – não lembro bem. Em toda banca os professores tem um tempo determinado para fazerem a arguição, geralmente 30 minutos, mas esse tempo acaba sendo extrapolado. Por isso mesmo geralmente são marcadas apenas duas defesas por dia (uma pela manha e outra pela tarde). Pois bem, um dos membros da banca havia extrapolado e muito o seu tempo e quando passou a palavra para o seguinte, este último fez questão de olhar o relógio me falou algo como: vou ter que ser breve, afinal agora só tenho 5 minutos. Eu também já presenciei algo parecido em uma banca de mestrado recente que acompanhei.

Desabafo… Indignação… Relato… Sei lá como classificar esse post… Queria saber o que vocês pensam sobre esse assunto. Eu estou sendo muito purista e estou dando mais valor a um TCC do que ele realmente merece? E, principalmente, se vocês já viram situações semelhantes (e a situação está pior do que eu estava imaginando).

Pra terminar, fica a sugestão do texto “A função do orientador: dever e honra”, de Eva Bueno.

atualização (6/6/12): recomendo também a leitura dos comentários, em especial o comentário do Flávio de Farias!

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Discussão - 11 comentários

  1. Natália disse:

    Eu concordo com ti, Sam, ora bolas!
    Claro que a situação geralmente é bem mais complexa do que conseguimos visualizar “de fora”, mas, independente disso, um orientador que se preste tem que fazer mais que só ter seu nome vinculado a um trabalho de um orientando, mas deve sim influenciar, auxiliar, dar suporte, e, no mínimo, estar presente na defesa… oi? ele não se chama ORIENTADOR?
    Eu também me pergunto se eu que estou num mundo de sonhos ainda (ainda nem comecei mestrado), e posso ter uma inocência incutida, mas não quero acreditar que isso aí que tu relatastes é o correto, o normal.. prefiro permanecer na inocência, se esse for o caso. Meu mundo de sonhos é bem mais satisfatório.

  2. Andreza disse:

    Aconteceu o mesmo comigo na minha defesa de TCC, em uma universidade federal. Fui acompanhada por um representante do meu orientador que não sabia nada sobre o assunto que eu estava apresentando e fez muitos comentários bobos. Enfim, parece ser uma realidade muito comum…

  3. Carolina Siniscalchi disse:

    Olha, sou formada pela USP e desde minha iniciação até o mestrado fui orientada pelo mesmo professor, que é considerado um pesquisador e professor de peso, e é muito querido por todos os alunos. Enfim, um orientador de verdade mesmo.
    Mas, por política pessoal dele, ele raramente assiste as apresentações dos alunos.
    A defesa do TCC aqui de Ciências Biológicas aqui é mt tranquila, ou você apresenta um seminário ou um poster, ambos avaliados por uma banca de 3 professores, sobre sua pesquisa, que deve ter duração de pelo menos 6 meses. Acho que fica meio a meio a questão presença/ausência de orientador, não é nenhum grande escândalo o orientador não ir. Geralmente quem opta por poster o orientador não vai. Na minha defesa em particular meu orientador estava presente, já que ele havia sido escalado para a banca e quando chegou a minha vez deu lugar a outro professor e ficou me assistindo, mas se não fosse esse o caso, ele não estaria lá.
    Do mesmo modo, ele nunca assite as qualificações dos alunos dele. Em parte porque ele já assistiu a aula antes, já fez os comentários e modificações que ele acha necessário, o que tornaria desnecessária a presença dele.
    Acho que orientar alguém vai muito além de estar presente numa apresentação. Claro, indiretamente é o trabalho do professor que também está sendo avaliado, mas sinceramente, acho que o que está sendo apresentado nada mais é do que um resumo de como foi a relação entre o aluno e o professor durante o desenvolvimento do trabalho, e creio que se a relação é boa, se há confiança entre os dois, não vejo grandes problemas do orientador não ir, afinal ele já preparou o aluno para aquela situação.

    Argh, ficou confuso isso aqui, desculpem-me.

    • Samir Elian disse:

      Carolina,
      Apesar de tudo ter focado centrado no orientador, meu objetivo no texto era mostrar que isso naquela situação foi só a pontinha do iceberg…
      Mas enfim, assim como pra você isso é normal pela política da universidade/instituto/departamoento, acho que pra mim isso é muito estranho pois o que vejo por aqui é que o orientador ele também conta como membro da banca.
      Isso talvez me tranqüilize um pouco, ainda não sei bem o que pensar sobre isso – mas muito obrigado pelo relato!

    • Não ficou confuso não. Eu tive a mesma experiência positiva com meu orientador desde a orientação científica até o mestrado. O meu orientador discutia tudo antes e apresentei o trabalho diversas vezes sem a presença dele em diversos eventos. O prof. Luiz de Macêdo Farias da UFMG. A segurança e o preparo construíamos no longo processo da pesquisa.
      .

      • Samir Elian disse:

        Oi Flávio, obrigado pelos dois comentários!
        Sobre o segundo eu comento depois e com calma.
        Conheço o prof. Luiz Macedo, inclusive, foi ele o professor que escolhi para acompanhar durante meu treinamento didático!
        Pelo que vejo com o seu comentário e o da Carolina, essa interação com o orientador foi uma relação de confiança e respeito mútuos! Acho que isso não vemos com tanta freqüência, principalmente em faculdades particulares onde, muitas vezes, quem escolhe o orientador não são os alunos, mas o colegiado ou a coordenação da disciplina, estabelecendo-se, dessa forma, um quadro de insatisfação mutua…

    • Yuri disse:

      Mas, se não fosse importante, o orientador não seria o presidente da banca.

  4. A situação de fato é inadequada, mas não estranha. Se fosse extraordinária, estaríamos em um melhor mundo, mas é situação comum, fato corriqueiro. Infelizmente em muitas faculdades.
    O trabalho de conclusão de curso (TCC) é desenvolvido em duas disciplinas (TCC I e II) nos dois últimos períodos do curso. No TCC I elabora-se e defende-se o projeto de pesquisa, e no TCC II realiza-se a coleta de dados e elabora-se a monografia (ou artigo científico) que será apresentada (e defendida) em uma audiência pública perante uma banca constituída, como descrito em regulamento próprio de cada instituição de ensino (IES), frequentemente, por orientador e mais dois membros independentes.
    O objetivo dos membros da banca, no caso do TCC, é basicamente o de verificar a presença de erros (de diversos tipos, para que possam ser corrigidos) e avaliar o alcance dos objetivos e adequada realização da pesquisa, especialmente no que se refere à metodologia. A pertinência do trabalho e a adequação dos métodos propostos deve ser avaliada no TCC I e através da análise do comitê de ética em pesquisa.
    Desta forma, a presença do orientador é protocolar, mais do que qualquer outro motivo, mas necessária. Se prevista no regulamento da IES a presença do orientador, então, sua ausência é motivo para não realização da audiência. Devendo frequentemente ser remarcada para possibilitar sua presença. No entanto, a apresentação e defesa deve ser realizada pelo candidato, e o orientador poderá ao final da arguição, no momento de sua fala, apresentar alguns esclarecimento e declarar que acatará (se for o caso) as alterações sugeridas pelos outros membros da banca. Não me parece que convenha ao professor orientador expor longas explicações e ponderações e conexões do tema, que deveriam ser realizadas pelo apresentador. A banca compreende, frequentemente, que o orientador tem conhecimento suficiente para isto, não sendo necessário demonstrar isto para a mesma. Além de tomar tempo excessivo, pode parecer pedante. A não ser que os outros membros da banca realmente solicitem.
    O compromisso do orientador com o processo de pesquisa, com o próprio TCC, acarreta que não é o caso de descaso com relação ao orientando, mas com a instituição. Assim, nada que o orientando faça ou deixe de fazer justifica tal ação, tal atitude por parte do orientador. Afinal, o orientador pode, se for o caso, desautorizar a defesa da monografia, o que evitaria este tipo de ocorrência.
    Não há de fato a necessidade do orientador defender o orientando, uma vez que o que está em análise é o trabalho, e não o estudante. O trabalho é o conjunto produzido por orientador e orientando. Apresentação prévia do trabalho para grupos menores, e para o próprio orientador quase sempre (quando realizada) é suficiente para acalmar e formar confiança no apresentador. Os orientadores devem deixar bem claro para o orientando os objetivos da arguição, para que ele não confunda com um processo de perseguição ou de “pegadinha”, afinal, é um momento para o qual supostamente o orientando está preparado.
    O moderador do processo, presidente do evento, ou um dos membros da banca incumbido de presidi-la deve está preparado para o processo, não permitindo ferir-se o regulamento, tendo sido explicado que cada membro terá que respeitar o tempo de arguição. Isto em respeito às outras defesas e aos presentes na presente. Isto resulta da inexperiência do moderador.
    Eu já fui professor de TCC I e de TCC II, além de ter participado já de quase uma centena de bancas nos últimos 10 anos. Vi algumas coisas tristes, tanto por parte de membros da banca, quanto dos orientandos/orientadores. Também, já errei no processo especialmente no início da carreira, e não descarto a possibilidade de ainda errar (espero que não muito mais!). Mas, a despeito disto, tenho ainda algumas considerações a fazer.
    Primeiro, a questão do compromisso da IES (especialmente privadas) com o TCC (e com a pesquisa em geral). O compromisso é muito pequeno. Para a mantenedora, custo é tudo (ou quase). Assim, há para as faculdades a questão de que o orientador só acompanhará de fato o estudante a partir do TCC II. Assim, reduz-se o custo de pagar as orientações. Para a IES, o professor do TCC I daria conta de conduzir a construção dos projetos de pesquisa. Assim, o estudante chega em algumas IES ao TCC II ainda sem orientador. Em outras, o professor orientador apenas assina um termo de compromisso, mas não acompanha a elaboração o projeto.
    Em termos de estrutura para viabilizar as orientações, as faculdades não fazem o mínimo esforço. Não têm estrutura suficiente para garantir o processo. Muitos professores marcam reuniões com seus orientando em lugares extra instituição, e mesmo em suas casas (dos orientadores).
    Considerando que na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso I, o estudante aprende a construir um projeto de pesquisa, ao final da qual apresenta a uma banca examinadora e somente posteriormente, com as adequações sugeridas pela banca examinadora, envia ao comitê de ética em pesquisa. E que deve esperar o parecer deste comitê para iniciar os procedimentos de coleta, resultando em uma espera de até três meses. E que a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II depende da coleta e análise dos dados, seguida da elaboração de documento de divulgação científica, frequentemente artigo original para publicação em periódico científico ou monografia. Assim, as conclusões são, de fato, que não se desenvolve adequadamente neste período a compreensão do que consiste a pesquisa científica, tampouco sua relação com o desenvolvimento das atividades profissionais.
    Um aspecto que não pode ser desconsiderado é o relativo às estratégias de apresentação das pesquisas científicas realizadas durante as defesas públicas das monografias. A forma como, às vezes, ocorreram em uma Faculdade permitiram identificar limitações e falhas importantes. As limitações referem-se à participação limitada de estudantes em outras fases do curso como público assistente, visto que este processo também faz parte do desenvolvimento e amadurecimento científico dos acadêmicos. Outra distribuição das disciplinas poderia resultar em ampliação desta participação, concorrendo para atingir os objetivos pedagógicos do processo. Ainda, devido ao acúmulo de apresentações em um período limitado, resulta em estresse físico e mental para o corpo discente e corpo docente (orientadores), na tentativa de cumprir os prazos determinados.
    Assim, eu sempre sugiro aos Núcleos Docentes Estruturantes que decidam por reestruturar as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso, redimensionando-as em três períodos. De forma que na disciplina TCC I, formulem-se os projetos e enviem-lhos ao CEP; TCC II, realize-se a coleta e análise dos dados e elabora-se a monografia, e TCC III ocorra a apresentação e defesa pública das monografias e publicação de artigos originais.
    A apresentação do TCC III pode ocorrer ao longo do último período e não apenas em curto período de 2-3 semanas. Possibilitando a participação efetiva de orientador, membros da banca e público em geral.

    QUANDO FUI DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURA DO CURSO DE ODONTOLOGIA DE UMA FACULDADE PRIVADA NO CEARÁ EU FIZ UM RELATÓRIO COM ESTAS SUGESTÕES.

    http://professorflaviofurtadodefarias.blogspot.com.br/2011/07/por-que-disciplina-de-trabalho-de.html

    • Samir Elian disse:

      Flávio,

      Todas as pessoas com quem eu conversei antes de escrever esse posts viram a questão de maneira similar a minha. Inclusive um que se formou na mesma universidade que a amiga em questão. Inclusive relataram a participação do orientador como membro da banca – e que ele participa da deliberação fechada ao publico para atribuição da nota ao trabalho.

      Mas como você deve ter visto pelo texto, eu não tenho muita pratica quando se fala de monografia – até mesmo por isso fiz a introdução, mostrar o meu viés sobre o assunto. E o que percebi sobre as disciplinas de TCC 1 e2do curso de biologia foram bem diferentes. Ao que me lembro eles falavam que a TCC1 vc simplesmente entregava um projeto de uma folha falando sobre o que seria o trabalho e no TCC2 era a execução. Sem muita dissuasão sobre o assunto, isso tudo você resolveria com o orientador [nao tenho muita certeza, mas pelo que me lembro das conversas era algo mais ou menos assim]. Também acho que a relação que se estabelece entre o estudante de graduação e o orientador costuma ser um pouco distinta da relação com os orientadores de TCC de faculdades particulares, principalmente devido ao período de IC – sempre há exceções de ambos os lados!

      Gostei muito das colocações que você fez sobre a relação orientador-orientando-TCC-banca, me fez abrir os olhos para algumas questões de uma forma que ainda não tinha parado para pensar. Minha primeira experiência de banca foi a defesa do meu projeto de mestrado e o que presenciei foi uma atitude muito coerente com o que você falou por parte da banca. Ms infelizmente não é o que a gente vê sempre, onde o processo de argüição do trabalho se torna quase uma perseguição pessoal ao discente.

      Novamente agradeço o seu comentário, Flávio, tanto pelo tempo despendido quanto pelas reflexões feitas!

  5. Carlos disse:

    Fui em uma apresentação de TCC (como visitante) em que um dos professores que compunham a banca parecia ter sido escolhido pelo coordenador do curso por motivos políticos, uma vez que sua especialidade era biologia e apresentação era sobre estruturas metálicas.

    Não podendo avaliar o apresentador por critérios de ordem técnica, passou todo o seu tempo citando os erros gramaticais encontrados no texto e quiçá criticando até a qualidade literária do trabalho. Isso até que o orientador cortasse o seu monólogo e pedisse o conteúdo dos erros gramaticais de forma escrita para posterior correção, não havendo necessidade de ficar citando por mais meia hora os erros incorridos.

  6. Beatriz disse:

    Boa noite! Não sou estudante de biologia, mas estava procurando algo sobre bancas de TCC e atitudes do orientador para com o orientando e acabei encontrando o seu blog.

    Atualmente, estou passando por um situação, digamos que ‘estranha’ no meu trabalho final de curso. Primeiro, estudo em uma instituição privada. Segundo, o TCC lá é em grupo de 5 pessoas. Terceiro, o meu orientador se quer leu o nosso trabalho e também não compareceu em nossa banca intermediária! Nós não tivemos orientação. E o que aconteceu? Na banca final, os membros da banca encontraram todos os erros, os quais o orientador deveria ter nos alertado. Uma das professoras que fez parte da banca, não aceita o tema do nosso trabalho de maneira alguma, e este tema foi aprovado e sugerido pelo orientador. E agora estamos correndo contra o tempo para sermos aprovados! Me sinto injustiçada.
    Como li em um comentário anterior, fica parecendo mais uma perseguição, terrorismo e muita falta de respeito conosco, que passamos pelo curso inteiro, para chegar no final e acontecer essa ‘palhaçada’.

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