Onde fazer pós-graduação?

Esses dias uma ex-aluna e amiga nossa, que está galgando degraus rapidamente na carreira acadêmica, se deparou com uma dúvida deliciosa. Ela tinha sido aprovada em mais de um curso de doutorado e precisaria escolher para qual ir. Decidimos então compartilhar aqui nossa sugestão. O que propomos neste post não vale só para quem foi aprovado em mais de um programa, como nossa amiga. Você pode usar para decidir que provas prestar, claro.

Quando não sabemos para onde ir, todos os caminhos estão errados.

Em primeiro lugar, vamos esclarecer a que pós-graduação estamos nos referindo. Aqui falamos da pós stricto sensu, a mais acadêmica delas. Alternativamente existem as pós lato sensu, que são MBAs e especializações mais voltadas à prática profissional. Sobre esta falaremos num próximo post.

Nosso primeiro critério diz respeito a pensar mais em “com quem” fazer a pós do que em “onde” fazê-la. Portanto, garanta que você sabe quem é o melhor profissional em atividade dentro da sua área de interesse. Vale uma busca no Lattes, no research gate ou na base de autores do ISI. Será melhor ainda se você descobrir a qual congresso o figurão irá num futuro próximo para encontrá-lo, se apresentar pessoalmente e discutir interesses em comum. Muitos orientadores integram mais de um programa de pós-graduação, o que te permitirá escolher o que você mais se identifica ou o mais favorável à aprovação.

Uma autoridade num campo de pesquisa terá muito a te ensinar, coordenará um laboratório bem equipado e com poucas restrições orçamentárias. Com ele haverá parceiros internacionais, muitas oportunidades e colegas interessantes. O nome de um figurão no final da lista de autores também é muito útil.

No entanto, nem sempre o maior expert num campo de estudos é a melhor opção como orientador. Isso porque muitas vezes eles são extremamente atribulados e já têm um batalhão de alunos para dividir sua atenção. Às vezes, entrar na pós sob orientação de um cara desses é, na verdade, ser orientado por um pós-doc. Não que isso seja ruim, ser aluno de um novato pode ser excelente, mas estamos apontando um desdobramento comum.

Outro risco de escolher um figurão é que eles podem ser mais velhos e terem a sensação de que a maior contribuição que poderiam dar já foi dada. Esse “estar com a vida ganha” faz o orientador perder o sangue nos olhos, aquele pique e ambição que quem precisa se afirmar costumam ter. Novamente, isto pode ser uma vantagem para os menos competitivos. Caso contrário, entrar para trabalhar com um principiante em ascensão meteórica pode ser uma carona para o topo.

Nosso segundo critério seria o programa de pós. Todo curso de mestrado e doutorado no Brasil é avaliado a cada três anos pela CAPES, então o conceito dele pode ser um indicador de qualidade. Lembrando sempre que indicadores são indicadores, então precisam ser vistos com cuidado e em conjunto com outros fatores. A CAPES acabou de lançar um relatório, então não deixe de conferir aqui a pontuação dos cursos que você almeja.

O último critério que sugerimos é a escolha da universidade. Da mesma forma que não adianta muito estar num bom programa de pós, mas com um mau orientador. Estar na melhor universidade frequentando o pior programa de pós não irá te trazer muitos benefícios. Ainda assim, é claro que uma instituição renomada te trará privilégios.

Você usa critérios diferentes? Conte-nos um pouco sobre a sua experiência nos comentários.

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Discussão - 1 comentário

  1. […] Quer saber onde fazer uma pós-graduação? Leia esse post do blog Cientista S/A. […]

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